Voltar   Cloves Alves

INVESTIMENTO
Geração de empregos
Michelin investe U$ 40 milhões em projeto de expansão e vai gerar mil postos de trabalho

     ITATIAIA - Ao completar 25 anos de investimento industrial no Brasil, comemorados no mês de julho, a Michelin segue reafirmando seu objetivo de contribuir para o desenvolvimento brasileiro. Prova disso é o investimento na ampliação de suas unidades de produção. Na cidade, onde funciona um dos maiores e o mais moderno complexo industrial da empresa, estão sendo investidos U$ 40 milhões de dólares em um projeto de ampliação equivalente a oito mil metros quadrados, o qual iniciou em abril deste ano e pretende ser finalizado em maio de 2008. “O projeto se chama Ipê e tem uma característica especial que é a velocidade. Em termos de rapidez vai aumentar nossa capacidade em 80%, e se referindo à quantidade de pneus aumentará em 60%”, explica Ricardo Goulart, diretor da fábrica de pneus de passeio e caminhonetes de Itatiaia, enquanto apresenta o que ele denomina “jóia da coroa”, o Pilot Sport 2, pneu de passeio que utiliza o que existe de mais moderno em tecnologia no mundo inteiro. O pneu típico para o mercado brasileiro é exportado para o mundo inteiro e representa 50% da produção da fábrica.
     Com essa iniciativa a perspectiva da Michelin é criar em torno de 200 empregos diretos e 800 indiretos. Parte do novo grupo que integrará o quadro funcional da empresa será contratado através de um convênio estabelecido entre a Michelin e o Senai de Resende. “A empresa tem uma cultura que é investir a longo prazo na formação de seu funcionário, pois quando contratamos alguém queremos que ele permaneça conosco para a vida toda. Para essa nova contratação já estabelecemos um convênio com o Senai de Resende, o qual já está lançando turmas que, inicialmente, vão receber 500 horas de formação técnica e, assim que forem contratados, realizarão o treinamento interno da empresa, que é de seis meses”, explica Ricardo, salientado que o respeito ao homem, ao meio ambiente, ao cliente, ao acionista e aos fatos são os princípios que a Michelin considera em todos os seus atos.
     Ricardo explica também que a empresa alia tecnologia à preocupação ambiental. “A Michelin realiza a ampliação de suas unidades seguindo os princípios de excelência na gestão, certificada pelo ISO 14001, o qual se deve à utilização da tecnologia limpa, com economia de energia, a realização do tratamento de seus efluentes, além de manter os excelentes índices no que se refere à segurança do trabalho”, conclui.

     UNIDADE INDUSTRIAL DE ITATIAIA
     Em Itatiaia, a fábrica está implantada em um terreno de 1,650 milhão de metros quadrados e atualmente abriga três grandes unidades de produção: fábrica de cabos e aros metálicos, fábrica de pneus de carros e caminhonetes e unidade de recapagem de pneus para caminhões e ônibus.
     O complexo conta com 700 empregados que produzem anualmente em todas as suas unidades 15 mil toneladas de cabos e aros metálicos, 38 mil pneus para caminhões e ônibus recauchutados - para todas as dimensões fabricadas no Brasil - e mais de 1,5 milhão de pneus de passeio. A produção local atende a todo o mercado sul-americano de pneus para caminhões e ônibus e de automóveis, além do mercado mundial de componentes.
     De acordo Ricardo, com a ampliação da unidade, a partir de 2007 a fábrica vai iniciar a produção de um novo pneu, equivalente ao Pilot Sport 2, porém para utilização na neve. O novo produto vai atender ao mercado mundial e, principalmente, o escandinavo e canadense.
     Além da fábrica de Itatiaia a Michelin tem uma unidade fabril de pneus de cargas radiais em Campo Grande, zona leste do Rio e duas unidades agrícolas de cultivo de seringueira: uma no Mato Grosso e outra na Bahia.
     Com a atuação da Michelin nos últimos 25 anos, mais da metade do mercado nacional de pneus de ônibus e caminhões está radializado. A Michelin é hoje líder nesse segmento e uma das três principais fabricantes de pneus de carga do Brasil. No setor de pneus de passeio, a participação de mercado da Michelin é de cerca de 10%, servindo ao mercado de primeiro equipamento e de reposição.