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ELBA RAMALHO E TRIO VIRGULINO

     Sexta-feira, em Barra Mansa, será dia de forró. Muito arrasta-pé ao som de Elba Ramalho e Trio Virgulino que estarão comandando a festa na unidade do Sesc, que fica no bairro Ano Bom, a partir das 20 horas, com a promessa de levar o melhor da música nordestina ao público.
     O show acontece pelo projeto Encontros MPB do Sesc Rio, lançado em 2004, que já reuniu nomes consagrados da música popular brasileira, como Evandro Mesquita e Erasmo Carlos; Joanna e Eduardo Dusek; Cidade Negra e Zé Ricardo; Dona Ivone Lara e Teresa Cristina; Zélia Duncan e Martinália; Ivan Lins e Celso Viáfora; Preta Gil e Davi Moraes; Luiza Possi e Pedro Mariano; e Fafá de Belém e Jussara Silveira, entre outras parcerias.
     Em 1974, Elba Ramalho saiu da Paraíba, rumo ao Rio, com o grupo Quinteto Violado. Estabeleceu-se, inicialmente, como atriz e, assim, foi convidada para participar da montagem do espetáculo A Ópera do Malandro, de Chico Buarque. Mesmo com uma dedicação maior às artes cênicas, Elba sempre teve predileção pela música. A participação na peça lhe rendeu alguns prêmios e um contrato com uma gravadora.
     Com uma mistura musical única, a cantora rapidamente conquistou o público e a crítica. Considerada uma das grandes divas da música popular brasileira, Elba Ramalho têm nas misturas de ritmos, nas fusões que faz e nas suas influências, a representação da diversidade cultural do povo brasileiro, sendo admirada por públicos que variam do jazz ao forró.
     A história do Trio Virgulino começa em 1980, quando Adelmo Nascimento deixa a enxada de lado e sai da cidade de Parnamirim-PE rumo a São Paulo, onde em seguida encontraria Enok Virgulino e seu irmão Jaime. Inicialmente esse era o tri Virgulino, hoje a formação é a seguinte: Enok Virgulino (sanfona), Adelmo Nascimento (triângulo) e Roberto Pinheiro (zabumba). Muitas foram as dificuldades enfrentadas pelo grupo. A primeira oportunidade que teve foi num programa de calouros. O prêmio? Uma cesta básica. Na apresentação, o violeiro do programa não conseguiu acompanhar o ritmo acelerado do forró pé-de-serra imposto pelo grupo. Enok, então, assumiu a sanfona durante a apresentação dos calouros. O resultado? Além da cesta básica ganharam um salário para continuar participando dos programas.
     Hoje, com mais de 25 anos de estrada, o Trio Virgulino se orgulha de ser responsável pelo surgimento do chamado Forró Universitário, movimento que virou febre entre estudantes de todo o país e possibilitou o aparecimento de bandas com Falamansa e Rastapé, entre outros. E de já ter dividido o palco com grandes nomes da música popular brasileira, como Elba Ramalho, Caetano Veloso, Moraes Moreira e Dominguinhos.