Rumo
certo
O prefeito Gothardo Neto, de Volta Redonda,
deixou o Partido Verde, cuspindo marimbondos
contra o seu diretório, acusando
os seus dirigentes de agir despoticamente,
de forma autoritária e antidemocrática.
Depois da debandada do deputado Deley de
Oliveira para seguir o ex-governador Garotinho
no PSC - um dos tentáculos da família
governante - já se esperava a saída
também de Gothardo, até por
coerência em seguir o comandante
Neto e também o seu fiel escudeiro
Deley.
A justificativa do prefeito deixa a emenda
pior do que o soneto. Ninguém, em
sã consciência, vai acreditar
que o motivo da saída de Gothardo
tenha sido realmente por incompatibilidade
com a direção do partido.
É
só esperar para definir seu destino
que, ao que tudo indica, será mesmo
o PMDB, que já agasalha alguns dos
seus aliados.
Corre na cidade a versão de a saída
de Gothardo ter sido motivada por forte
pressão do ex-prefeito Neto, que
não o queria mais no PV. E quem
conhece Neto, a sua maneira de atuar na
política, a sua forma de liderar,
não pode, absolutamente, afastar
tal hipótese.
O PMDB de Volta Redonda, se positivada
a entrada de Gothardo, sairá fortalecido,
mas difícil de ser administrado,
com tantos caciques, cada um querendo o
espaço nobre para se exibir.
Será uma tribo com muitos caciques
e poucos índios. Apesar de toda
competência de Edílson Silva,
do seu jogo de cintura, da sua vocação
para articulador, o presidente do PMDB
vai ter que engolir um leão a cada
dia para se manter vivo e o PMDB em porto
seguro. |