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A cultura através dos selos

     ITATIAIA - No calendário brasileiro, no dia 1º de agosto é comemorado o Dia Nacional do Selo Postal. Para muitas pessoas essa data passa despercebida, porém, para o auxiliar de escritório Ricardo Mesquita Zikan, 41 anos, que tem a filatelia como uma constante em sua vida, pois coleciona selos há 27 anos, o Dia do Selo sempre é lembrado e a cada ano com sua coleção ampliada.
     Iniciando sua coleção aos 13 anos, com dois selos de presente, Ricardo conta atualmente com 2.354 selos novos e usados, distribuídos em quatro volumes de álbuns. “Tudo começou num certo dia, quando fui postar uma carta para meu pai no correio e conheci um filatelista nesse local que me deu dois selos. Olhei para o presente e reparei a beleza e o colorido daquelas obras de arte em miniatura e, então, iniciei minha coleção”, relata.
     Além de participar de vários encontros de colecionadores de selos de São Paulo e Rio, o filatelista troca selos, por meio de cartas, com pessoas de outros estados e também países como Alemanha, França e Cuba. “Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a filatelia não é apenas uma brincadeira, mas uma atividade cultural. Através dela conhecemos melhor nosso país, assim como muitas pessoas e sociedades, bem como suas culturas”, avalia o filatelista que diz que para participar das exposições não é só de quantidade que o colecionar precisa, “O filatelista precisa saber algumas classificações temáticas, tipos de selos e catálogos”, afirma.
     A coleção de Ricardo é composta das três categorias principais que constituem as emissões postais do Brasil. Ele coleciona selos Ordinários, também chamados de Regulares, que são pequenos, sem muitas cores e legendas, Comemorativos, que são maiores, coloridos e com legendas explicativas da comemoração, e Blocos Comemorativos que são “selos gigantes”, contendo um, dois ou mais. A sua coleção vai dos modelos mais novos aos mais antigos, como, por exemplo, os famosos Olho de Boi da época do império, que foram colocados em uso no dia 1º de agosto de 1943, nos valores de 30, 60 e 90 réis.
     Os interessados em realizar a troca de selos podem mandar correspondência para o endereço: Rua Ana Cristina, 196 Centro – Itatiaia/RJ – 27580-000.

     ACESSÓRIOS DO FILATELISTA
     Assim como todo bom colecionador, Ricardo lança mão de uma série de acessórios para manuseio e conservação dos seus selos postais. Entre os principias ele destaca:
     Pinça filatélica - especialmente fabricada, permite o manuseio afastando os danos pela gordura dos dedos.
     Lente ou Lupa - permite o exame detalhado do selo com diversos aumentos.
     Classificador – em suas tiras transparentes, os selos são guardados e classificados, podendo-se alterar a posição quando novos são comprados.
     Álbum – serve para guardar os selos, mas as casas ou lugares para guardá-los vêm impressos previamente.
     Charneiras – são dobradiças gomadas que fixam o selo no álbum
     Hawid – é uma bolsa plástica fixada no álbum para proteger o selo.
     Catálogos – são guias com a classificação e a cotação atualizada dos selos, sendo nacionais, internacionais ou especializados.