Concordância
verbal - como usá-la
Como na semana passada, continuamos
abordando a questão da Concordância
Verbal.
As expressões Um e outro e Nem
um nem outro.
a) Um e outro aspecto vale ou valem,
na hora da análise.
- Com um e outro, o verbo pode ficar
no singular ou plural (o substantivo
tem de ser singular).
b) Nem um nem outro réu foi preso.
- Com nem um nem outro, tanto o verbo
como o substantivo ficam no singular.
Palavras de sentido coletivo: Parte,
maioria, grupo ...
a) Grande parte dos alunos tirou ou
tiraram boas notas.
- É possível singular,
concordando com o núcleo do sujeito
parte; o plural, também possível, é uma
forma atrativa (concorda com alunos).
No nível formal, deve-se optar
pela forma rígida.
b) Esta parte das provas foi difícil.
- O uso do demonstrativo esta especifica
parte, o que obriga o uso do verbo no
singular. Não se admite a forma
atrativa.
Expressões: Mais de, menos de,
cerca de, perto de ... que indicam avaliação.
a) Cerca de 100 pessoas reclamaram seus
direitos.
- A concordância é feita
com o substantivo pessoas (núcleo
do sujeito). “Cerca de” é uma
locução denotativa de avaliação
e não interfere na concordância: “Cem
pessoas reclamaram...”
b) Mais de um aluno obteve dez.
- Obteve é singular, concordando
com aluno. (Núcleo do sujeito)
Sujeito Pronome Que e Quem
a) Sou eu que explico a verdade.
- O verbo explicar concorda com o antecedente
do Que: Por isso, explico, concorda com
eu.
b) Sou eu quem explico ou explica a verdade.
- Agora, o uso do quem permite a concordância
com o antecedente eu (explico) e com
o próprio quem (explica): as duas
formas são boas.
c) Sou eu um dos alunos que cheguei
ou chegou ou chegaram tarde.
- Quando se usa que, a regra diz: “Concorda
com o antecedente” .
Pode-se, porém, considerar a existência
de mais de um antecedente:
Eu (cheguei), Um (chegou) e Os alunos
(chegaram), daí serem corretas
as três formas verbais |