Voltar   Valdinei Ferreira / PMR

Servidores municipais participam de palestra sobre prevenção do uso de drogas

     RESENDE - O médico Joaquim Guilherme de Oliveira e a enfermeira do Trabalho Edivania Soares da Silva, do Serviço Social da Indústria (Sesi/RJ), ministraram ontem, no Centro de Valorização do Servidor, palestra sobre o projeto de Prevenção do Uso de Drogas no Trabalho e na Família, desenvolvido pela instituição em sua unidade do Rio Grande do Sul, em parceria com o Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime (UNODC). Segundo a Secretaria de Gestão Administrativa e Pessoas, existe a idéia de implementação de uma proposta direcionada aos cerca de quatro mil servidores e seus familiares, enfocando o aspecto preventivo tanto para drogas lícitas como ilícitas, que são da esfera da saúde pública.
     Durante a palestra Guilherme ressaltou que programas de prevenção e combate ao uso de drogas, que há algum tempo encontravam barreiras, principalmente dentro das empresas, onde existia um tabu em relação ao assunto, vêm ganhando espaço, pois as corporações estão entendendo que adotar medidas nesse sentido faz parte de sua responsabilidade social. “Álcool, maconha e cocaína, entre outras drogas, são freqüentes no ambiente de trabalho, mas seu uso muitas vezes passa despercebido. Isso causa queda na produtividade, absenteísmo e falta de motivação, que nem sempre são atrelados pelas chefias ao uso de drogas pelos funcionários. Muitas carreiras promissoras são destruídas pelo uso de drogas”, contou o médico.
     A enfermeira do Trabalho Edivania Soares da Silva salientou que o alcoolismo é a terceira causa de morte no mundo e a razão mais comum de falta ao trabalho. “O modelo de intervenção criado pelo Sesi, que já se espalhou por 15 estados brasileiros, além de ser exportado para Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, começa com uma avaliação que identifica três grupos de trabalhadores, seguindo o padrão de cores dos sinais de trânsito, reconhecidos universalmente: verde, amarelo ou vermelho. Integram o grupo verde os que consomem pouca ou nenhuma bebida alcoólica, não fumam e não usam drogas. No grupo amarelo, o consumo é maior: as pessoas fazem uso eventualmente dessas substâncias e muitas vezes não consideram essa atitude problemática. Por fim, há os trabalhadores do grupo vermelho, que apresentam problemas de saúde motivados pelo uso de drogas. O objetivo é levar todo ao grupo verde, que representa a faixa de melhor qualidade de vida”, destaca Edivania.
     O próximo passo será a implantação de um programa segundo as necessidades da empresa. De acordo com a experiência da entidade, as faltas por motivo de doença ou incapacidade são reduzidas em 10%, os atrasos caem 30% e os acidentes de trabalho provocados pelo consumo de drogas lícitas ou ilícitas são reduzidos em 30%. “A prevenção é o mais importante, evitando que o trabalhador precise do tratamento ambulatorial ou, mais grave, da internação. A nossa idéia é criar uma agenda positiva, desenvolvendo um programa de prevenção que enfatize os ganhos para o bem-estar dos funcionários, suas famílias e para o ambiente de trabalho”, frisou o secretário de Gestão Administrativa e Pessoas, Augusto de Carvalho.