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CONSTRUÇÃO CIVIL
Greve é iminente
Trabalhadores da região recusam em assembléia proposta de 3,5% de reajuste salarial

     VOLTA REDONDA - Em assembléia geral realizada na tarde de ontem, os trabalhadores da construção civil rejeitaram as novas propostas do sindicato patronal, que ofereceu 3,5% de reajuste salarial e o fornecimento de cesta básica no valor de R$ 30 para os funcionários que atuam dentro das indústrias e reajuste de 5,5%, sem cesta básica, para os trabalhadores que prestam serviços em obras particulares (fora das indústrias).
     Cerca de 450 trabalhadores participaram da assembléia, na Passagem Superior da CSN. Em Barra Mansa, mais de 60 pessoas foram à Praça da Matriz para deliberar um indicativo de greve caso não haja melhoria nas propostas. No município de Resende, participaram da assembléia cerca de 80 trabalhadores. Todos recusaram as ofertas das empresas, alegando estar aquém de suas necessidades.
     No encontro com a representação patronal, o presidente do sindicato dos trabalhadores, Dejair Martins, tentou entrar num consenso com a direção das empresas sobre uma proposta mais vantajosa para os trabalhadores, mas não conseguiu. O patronal manteve o valor da cesta básica e ofereceu mais 0,5% de correção salarial para os profissionais dos dois níveis.
     Segundo Dejair Martins, a categoria aprovou em assembléia uma contraproposta de reajuste salarial de 7%, com base no INPC do período de 1º de julho de 2005 a 30 de junho de 2006, mais aumento real e uma cesta básica de R$ 40, a ser entregue a partir de setembro. O documento será entregue amanhã à representação do sindicato patronal e pode haver uma negociação entre as partes.
     “Eles estão muito intransigentes. Foram cinco reuniões e o máximo que eles conseguiram avançar foi um reajuste de 3,75%, o que significa 0,71% de aumento real. É muito pouco. Se não avançarem nas propostas vamos deflagrar greve”, enfatiza Dejair Martins, informando que encaminhará para publicação neste final de semana um edital de convocação para uma assembléia geral, prevista para a próxima quarta-feira, às 18 horas, nas cidades da base sindical.
     No edital, o sindicato dará às empresas um prazo para que se posicionem e apresentem novas propostas. Caso contrário, a categoria decretará greve por tempo indeterminado.
     As assembléias gerais serão realizadas na Passagem Superior da Usina Presidente Vargas, na Vila Santa Cecília, para os trabalhadores de Volta Redonda; na Praça da Matriz, no Centro, para os trabalhadores de Barra Mansa, Rio Claro, Quatis e Porto Real; na Subsede do Sindicato da Construção Civil, em Campos Elíseos, para os trabalhadores de Resende e Itatiaia.