Governo
municipal assina termo de adesão
ao Programa de Combate à Anemia
Falciforme
ITATIAIA
- O prefeito Jair Alexandre (PSDB)
assinará dia 24 o termo de adesão
entre os municípios para o Programa
de Prevenção da Anemia Falciforme,
que integra a Política Nacional
de Atenção Integral às
Pessoas com Doença Falciforme. O
objetivo é intensificar o diagnóstico
precoce da doença e iniciar o tratamento
ainda na primeira semana de vida dos portadores.
O trabalho se dá em parceria com
os hemocentros administrados pelos governos
dos estados.
De acordo com a Secretaria de Saúde,
ainda não foi feito um levantamento
de dados estatísticos sobre a doença,
mas se sabe que os casos têm aumentado
e preocupam as autoridades locais, as quais
já vêm tomando providências
para amenizar o problema.
A falciforme é caracterizada por
uma alteração sangüínea
que causa anemia crônica, dores generalizadas
e icterícia. Nesses pacientes, as
células do sangue têm um formato
diferente do normal, o que dificulta a
circulação. “Os primeiros
sinais e sintomas começam por volta
dos seis meses de idade, geralmente, com
síndrome mão-pé. Manifesta-se
com dor forte associada a inchaço
dos dedos e, eventualmente, febre. O início é abrupto
e a duração varia entre duas
e três semanas. Os episódios
podem repetir-se até três
anos de idade. Na medida em que a criança
cresce, aparecem dores ósseas, no
abdome, no tórax e no pênis”,
explica o médico Weidisson Marcos
de Oliveira.
A melhor forma de detectar a doença é por
meio do este do pezinho, realizado nos
bebês recém-nascidos com retirada
de apenas uma gota de sangue. Foi graças
a esse exame que a dona-de-casa Gláucia
dos Santos Sampaio, 28 anos, descobriu
precocemente, logo depois do nascimento,
que seu filho Clauber Luiz, quatro anos,
era portador da anemia. “Assim que
meu filho nasceu foi feito o exame do pezinho
e ficou detectado que ele estava com a
anemia e, então, já iniciamos
o tratamento. As mãos do Clauber
eram sempre inchadas e quando ele contraía
alguma infecção sentia muitas
dores. Aos dois anos, quando foi retirado
esse órgão, ele começou
a apresentar melhoras”, relata Gláucia
que atualmente, com auxílio financeiro
do município, leva Clauber para
fazer exames de rotina no Hemorio, de dois
em dois meses.
Existem vários fatores desencadeantes
das crises falcêmicas: infecção,
estresse cirúrgico desidratação,
menstruação, frio, gestação,
estresse emocional e consumo de álcool.
De acordo com o médico, ainda não
existe cura para a anemia falciforme, mas
o tratamento consiste em prevenir infecções
através da vacinação,
consumo de ácido fólico e
hidratação rigorosa nas crises.
No Brasil, 3,5 mil crianças nascem
a cada ano com a doença, conforme
o Ministério da Saúde; só no
Estado do Rio existem oito mil casos registrados. |