Alvos
fardados
Se antes temíamos pelas vidas
dos policiais militares e bombeiros que
vivem em casas vizinhas ao tráfico,
hoje a preocupação é muito
mais abrangente e real. Ser PM no Brasil é andar
lado a lado com a morte. Algo precisa
ser feito, pois eles estão sendo
chacinados.
Temos consciência de que a violência
atinge todo o planeta. Aliás,
desde que o mundo é mundo há batalhas
e derramamento de sangue. No Oriente é assim
até hoje. Mas, olhando para a
nossa realidade, percebemos que estamos
vivendo uma guerrilha urbana, onde não
só os policiais como toda a população
está dominada pelo medo.
Nossos policiais militares, principalmente
dos grandes centros urbanos, destacando
o Rio de Janeiro e São Paulo,
são alvos móveis dos bandidos.
Fardados e dentro de cabines e viaturas
caracterizadas, os PMs estão na
mira da violência instituída
pelas facções criminosas,
onde a ordem é eliminar os agentes
de segurança pública e
implantar o terror. É o Poder
Paralelo organizado e assassinando um
número inacreditável de
policiais. Para variar não há estatísticas
precisas, mas é notório
que esses atos já se caracterizam
como uma verdadeira chacina ininterrupta.
Até guarda florestal foi morto
na recente semana negra de São
Paulo.
Definitivamente é preciso uma
mudança radical na área
de segurança pública. Enquanto
a classe política brinca de governar,
fazer alianças, brigando e se
acusando, a situação está ficando
fora do controle. Segurança pública é uma
questão muito séria. É uma área
primordial para a sociedade e que não
deve ser politizada, como vem acontecendo
em todo o Brasil. Ou olhamos com seriedade
para esse assunto ou chegaremos no dia
em que não haverá mais
policiais e muito menos paz social.
Marcos Espínola
Advogado e membro da Associação
Internacional de Criminologia |