Veto
a projeto que visa combate à violência
contra mulher pode ser derrubado
VOLTA
REDONDA/RIO - A presidente da Comissão
de Defesa dos Direitos da Mulher na Assembléia
Legislativa do Estado, deputada estadual
Cida Diogo, e o deputado Carlos Minc, ambos
do PT, juntamente com outros parlamentares
pesquisadores da área de saúde
e representantes da Secretaria Estadual
de Saúde e do Ministério
da Saúde discutiram quarta-feira
alguns argumentos para retomarem a discussão
sobre o veto parcial da governadora Rosinha
Garotinho (PSDB) ao projeto de lei 3015/02,
que torna obrigatória a notificação
pelos profissionais de saúde do
estado dos casos de violência contra
a mulher. O item que determina a identificação
pessoal da vítima foi vetado. Os
autores do projeto são Cida Diogo
e Carlos Minc. A intenção
do encontro, realizado na Assembléia
Legislativa, foi a derrubada do veto.
De acordo com a deputada Cida Diogo, candidata
a uma vaga na Câmara Federal nestas
eleições, o que foi negado é justamente
o ponto principal para que a lei seja cumprida.
A deputada falou sobre a justificativa
da governadora para o veto do item de identificação
pessoal da vítima, lembrando que
Rosinha afirmou que se o item fosse mantido
seria descoberto o direito a proteção
constitucional à intimidade, à vida
privada, à honra e à imagem
da mulher.
A justificativa dos presentes para que
o item vetado seja derrubado é que
a identificação pessoal das
vítimas dará maior orientação
política para prevenção
e direcionamento de ações.
A deputada Cida Diogo contou que o presidente
da Alerj, deputado Jorge Picciane (PMDB),
ajudará na derrubada do veto, porque
não é uma coisa em que o
governo sai prejudicado. “Por outro
lado, se o item negado for mantido, a lei
se tornará quase inócua e
não conseguiremos formar políticas
de combate à violência contra
mulheres”, afirma Cida.
A deputada acredita que o item que permitirá a
derrubada do veto seja colocado em pauta
até o final deste mês. Se
a tentativa for um sucesso, Cida Diogo
afirmou que será possível
identificar os locais com maior incidência
de violência contra mulheres e organizar
para cada tipo uma diferente ação
de combate. “Saímos da reunião
com uma proposta de apresentar ao Ministério
da Saúde e à Secretaria de
Política para Mulheres um projeto
piloto para ser desenvolvido em todo o
Estado do Rio. Serão montadas redes
de informações a partir dos
dados notificados, desde a norma da coleta
até o arquivamento no sistema computadorizado
e integrado. Assim, as ações
de combate à violência podem
ser traçadas”, finaliza.
CAMPANHA
Cida Diogo esteve ontem em Barra do Piraí e
em Niterói, onde participou, junto
com o presidente e candidato a reeleição,
Luiz Inácio Lula da Silva, de um
comício. Hoje, a deputada faz caminhada
em Volta Redonda e participa de comício
em São Gonçalo. Amanhã,
retorna a Volta Redonda e São Gonçalo. |