Aman
realiza entrega de espadim aos cadetes
do primeiro ano
RESENDE
- Sábado, às 11
horas, no Pátio Tenente Moura, a
Academia Militar das Agulhas Negras (Aman)
realiza a cerimônia de entrega de
espadim aos cadetes do 1º ano. A turma,
Heróis da Força Expedicionária
Brasileira, é formada por 482 cadetes,
nove deles nascidos em Resende, sete estrangeiros
e os demais de diversas localidades do
país.
Do município vão participar
da cerimônia Bruno Nascimento Soares,
Carlos Augusto Leopoldino Júnior,
Deilson dos Santos Carlota, João
Antônio Nogueira Brathwaite, João
Paulo Ribeiro Nogueira, Romano Fontanezi
Campos Dalla Vecchia, Rodrigo Mateus Nogueira,
Thales Costa Ribeiro e Thiago Freixas de
Alcântara. Os estrangeiros são
os angolanos Idalésio Marcos Francisco
Balaca, Márcio Rogério Xavier
Jorge e Benvindo Lins Pelipe Rescova; do
Peru, o cadete Jonathan Hipólito
Gandulas Jimenez; de Cabo Verde o cadete
Lino Paulino Vaz Fernandes; do Paraguai
os cadetes Elvio Galvan Garcia e Francisco
Xavier Godoi Machuca.
Segundo a Seção de Comunicação
Social da Aman, a turma tem média
de 19 anos de idade. O cadete claviculário
(mais novo) é Maurício Silva
Dias, 15 anos, o primeiro colocado da turma é Lucas
Fernando Pianowski, seguido pelo segundo
colocado Paulo César Simões
Mendonça Júnior e o terceiro,
Maurício Palhares Dutra.
Até o fechamento desta edição
confirmaram presença na solenidade
o comandante do Exército, general
Francisco Roberto de Albuquerque, juntamente
com o presidente do Superior Tribunal Militar,
general Max Hoertel, o comandante Militar
do Leste, Domingos Carlos de Campos Curado
e o desembargador Federal da 2ª Região,
Benedito Gonçalves. Dos 482 cadetes,
55,81% são da região Sudeste
(269), 15,14%, do Nordeste (73), 13,90%,
do Sul (67); 9,13% são do Centro
Oeste (44) e 1,66% são do Norte
(8). Os outros 0,84% são estrangeiros.
Histórico
da solenidade
Em 19 de
novembro de 1930, foi nomeado comandante
da Escola Militar do Realengo,
antecessora da Aman, o coronel José Pessoa
Cavalcanti de Albuquerque, que idealizou
uma arma que fosse de uso e privilégio
exclusivo do cadete. Decidiu que seria
uma cópia da espada de campanha
usada pelo Duque de Caxias. A espada foi
localizada no Instituto Histórico
Brasileiro, onde se encontrava desde 1925,
e se constituía na maior relíquia
daquela instituição dedicada à preservação
da Memória Nacional e da qual Caxias
foi membro honorário.
Elaborado o projeto do espadim, incluído
na lâmina o nome significativo de
Duque de Caxias e o brasão D’Armas
da Escola Militar, tudo entre ramos de
louros, foi apresentado ao general Leite
de Castro, então ministro da Guerra,
que o aprovou e concedeu o crédito
necessário a sua confecção.
Assim, pelo Decreto nº 20438, de 24
de setembro de 1931, que institui o Plano
de Uniformes de Cadetes, foi criado o Espadim
de Caxias. O cadete recebe o espadim no
primeiro ano do curso. A primeira solenidade
de entrega se deu na manhã de 15
de dezembro de 1932, na Escola Militar
do Realengo. A passagem mais significativa
daquela cerimônia foi o momento em
que o comandante da escola realizou a leitura
do compromisso, no que foi acompanhado
pelos cadetes, simultaneamente, em vibrante
voz: “Recebo o sabre de Caxias como
o próprio símbolo da honra
militar”, repetido até hoje
em todas as formaturas de entrega de espadins.
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