PARA
A REGIÃO
Desenvolvimento e emprego
Crivella visita cidades
e faz explanação
sobre melhorias que podem ocorrer no Médio
Paraíba
VOLTA
REDONDA E BARRA MANSA - Ontem, o
candidato ao Governo do Estado senador
Marcelo Crivella (PRB) esteve nos dois
municípios, onde participou de caminhadas.
Na Cidade do Aço, pela manhã,
ele percorreu a Avenida Amaral Peixoto
e a Vila Santa Cecília, depois seguiu
para Barra Mansa, onde fez uma visita a
A VOZ DA CIDADE e depois partiu em caminhada
pelo Centro da cidade.
Crivella contou que ficou entre os anos
de 1977 e 1986 em Barra Mansa, onde foi
oficial do 22º Batalhão de
Infantaria Motorizado. Por conhecer a região,
o candidato se sente à vontade para
dizer que ao longo desses anos Volta Redonda
e Barra Mansa não mudaram em termos
de desenvolvimento industrial. De acordo
com ele, as mesmas empresas continuam nos
dois municípios ou já fecharam,
como o caso da Purina. Para a região,
Crivella afirma que se eleito trará desenvolvimento
econômico para o Médio Paraíba
e possibilidade de emprego.
“
A região depende muito, embora ainda
não seja de entendimento de todos,
do Porto de Sepetiba. A estimativa de economistas é que
o Brasil cresça em torno 5% a 10%
na indústria. E como o grande parque
industrial do País é em São
Paulo e o Porto de Santos está saturado,
acredito que se o Porto de Sepetiba melhorar
os acessos, como finalização
da Rodovia do Contorno, as indústrias
de São Paulo procurarão o
Médio Paraíba”, explica
Crivella, acrescentando que o que não
vai faltar aqui será mão-de-obra,
energia e ferrovia. “A única
coisa que não temos é um
governador”, brincou.
O candidato ao Governo do Estado destacou
que outro problema da região seria
a saúde. De acordo com ele, a solução
seria melhor articulação
com o Sistema Único de Saúde
(SUS). Segundo ele, no ano passado foram
dois bilhões de atendimentos no
País inteiro e no Rio não
foi bem assim. “O que precisamos é conveniar
toda a rede de hospital privada para que
as pessoas tenham acesso aos bons hospitais
e o pagamento do SUS seja compatível
para atrair os hospitais particulares”,
afirma. Crivella conta que, se eleito,
no primeiro mês de seu governo fará uma
força tarefa para reforma de todos
os hospitais, assim como a compra de equipamentos.
De acordo com ele, seu parceiro será o
governo federal, indiferente do que foi
o governo do Rio nos últimos anos. “Quero
investir prioritariamente em saúde.
Não aceito gente morrendo em fila
de hospital. É uma indignidade”,
define.
VIOLÊNCIA
A falta de segurança em todo o Estado
do Rio de Janeiro, principalmente na capital,
também é uma área
em que Crivella atuará. Ele citou
alguns dados de 2005. De acordo com ele,
aconteceram no Rio, em curto período
de tempo, 117 mil furtos, 111 mil assaltos,
79 mil lesões corporais dolosas,
6,8 mil homicídios, 4,5 mil ônibus
assaltados e mais de 300 incendiados, 1,3
mil mulheres estupradas. De acordo com
o senador, como vetores desses números
estão as drogas, alavancada pela
falta de perspectivas dos jovens que não
estudam nem trabalham e a impunidade. “Se
não vigiar as fronteiras, se a gente
não combater a cocaína no
atacado é impossível combatê-la
no varejo. Para isso, criei uma lei que
dá poder de polícia federal
para Marinha, Exército e Aeronáutica
e ainda não foi colocada em prática
Faltou liderança política
para requerer dos ministros da Marinha,
Exército e Aeronáutica uma
atitude. E eu como governador vou requerer”,
destaca.
A idéia de Crivella é criar
uma companhia de fronteira, impedindo que
a droga chegue ao estado. “Quero
vigiar o Rio porque é o pátio
da logística da cocaína,
corredor de exportação e
distribuição para todo o
interior e é a cocaína que
inferniza o cotidiano dos fluminenses hoje”,
informa, completando que uma das ações
do governo Lula foi criar a Força
Nacional de Segurança Pública,
composta por cinco mil homens e que não
puderam treinar no Rio de Janeiro porque
a governadora Rosinha Garotinho (PMDB)
não permitiu. Crivella afirmou que
em seu primeiro dia de governo vai ligar
para o presidente da República e
trazer a ação para a capital.
Questionado sobre o porquê de a população
votar em Crivella para o Governo do Estado,
o candidato respondeu que ele foi o senador
que mais trouxe recursos para todo o Rio. “Trinta
e nove milhões de reais, enquanto
o outro, menos de R$ 5 milhões.
Apresentei 183 relatórios, 84 projetos,
sete leis aprovadas, mas que são
fundamentais”, argumenta. Crivella
cita duas que considera mais importantes,
como a que dá poder de Polícia
Federal para Marinha, Exército e
Aeronáutica e a do Sistema Nacional
de Habitação por Interesse
Social. Essa última, de acordo com
ele, destinou R$ 1 bilhão para a
construção de casas em todo
o país. “Não pude trazer
para o meu estado porque era preciso que
o governo mandasse para a Alerj um projeto
criando o Fundo Estadual de Habitação
por Interesse Social para o recebimento
dos recursos. E isso não foi feito,
pois seria necessária uma parceira
com o governo federal”, explica o
candidato, garantindo que no primeiro dia
de mandato mandará esse projeto
para que o estado seja contemplado com
a iniciativa.
PRESENÇA NA REGIÃO
Crivella garantiu que tem um compromisso
com a região de voltar mais vezes
ainda em campanha. De acordo com ele, a
próxima agenda em Barra Mansa será uma
reunião entre empresários,
comunidade e políticos para elaborar
um grande projeto para a cidade. O mesmo
será feito nos outros municípios
da região. |