CONSTRUÇÃO
CIVIL
Assembléia decisiva
Trabalhadores decidem
terça-feira
se entram em greve por tempo indeterminado
VOLTA
REDONDA - A próxima semana
será decisiva para os trabalhadores
da construção civil. O sindicato
que representa a categoria fará piquete
segunda-feira, a partir das 6 horas, em
frente às principais empresas da
região, para convocá-los
a fortalecer o movimento e participar das
reuniões, que acontecerão às
17h45min, nas proximidades da CSN, Saint
Gobain, SBM e Volks.
Na ocasião, os funcionários
receberão o boletim do sindicato
intitulado Organizando a Greve e discutirão
as estratégias de ação,
caso a paralisação seja aprovada
pela categoria.
Terça-feira, os trabalhadores serão convocados para uma assembléia
geral às 17h45min, nas cidades da base sindical, onde vão avaliar
o andamento da mobilização e aprovar um indicativo de greve a
partir desse dia, se a representação das empresas não
se posicionar.
De acordo com o presidente do sindicato, Dejair Martins, essas foram as deliberações
da assembléia realizada quarta-feira, diante da manutenção
das propostas anteriores pelo sindicato patronal. Ele afirma que “é hora
de conscientizar os trabalhadores de que é preciso união para
garantir seus direitos”.
“Na assembléia, a classe tomará duas importantes decisões:
ou aceitar a proposta patronal ou deflagrar greve. Agora não é hora
de ficar esperando. O movimento está crescendo e precisamos de uma resposta”,
avisa o sindicalista, lembrando que é necessária a adesão
maciça da categoria, o que significa mais de 50% da classe trabalhadora.
De acordo com Dejair Martins, o impasse nas negociações está em
torno do reajuste salarial, “cujo índice apresentado pelas empresas
está aquém das necessidades dos trabalhadores”. O sindicato
entende que o INPC do período de julho de 2005 a junho de 2006, calculado
a 2,79%, que compreende a data-base da categoria, é muito baixo.
“É
grande a diferença entre o nosso reajuste e a correção
do salário mínimo, que foi de 16%. Estamos em defasagem, por
isso esperamos pelo menos um aumento de 5%”, afirma Dejair Martins, lembrando
que o valor da cesta básica foi outro item da pauta que apresentou divergência
entre as partes.
“
Defendemos o aumento do valor da cesta básica de R$ 30 para R$ 40, pelo
menos. Esses valores representam 9,5% do salário do ajudante e 6% do
salário do profissional, o que ajudará bastante”, enfatiza.
Segundo o presidente do sindicato, a representação patronal ficou
de apresentar uma nova proposta no mais tardar segunda-feira, quando será realizada
uma possível negociação na sede da entidade patronal.
Nas negociações anteriores, o sindicato patronal ofereceu 3,5%
de reajuste salarial e o fornecimento de cesta básica no valor de R$
30 para os funcionários que atuam dentro das indústrias e reajuste
de 5,5%, sem cesta básica, para os trabalhadores que prestam serviços
para obras particulares (fora das indústrias).
As assembléias gerais, terça-feira, serão realizadas na
Passagem Superior da Usina Presidente Vargas, na Vila Santa Cecília,
para os trabalhadores de Volta Redonda; na Praça da Matriz, no Centro,
para os trabalhadores de Barra Mansa, Rio Claro, Quatis e Porto Real; na Subsede
do Sindicato da Construção Civil, em Campos Elíseos, para
os trabalhadores de Resende e Itatiaia. |