Voltar Valdinei Ferreira

MONUMENTO
JK é homenageado na Dutra
Obelisco marca 30 anos da morte do ex-presidente

     RESENDE - Os motoristas que circulam pelo quilômetro 328 da Rodovia Presidente Dutra, na pista de sentido São Paulo-Rio, já podem ver o monumento erguido em homenagem ao ex-presidente Juscelino Kubitschek e seu motorista, Geraldo Ribeiro, mortos há 30 anos, em 22 de agosto de 1976. A inauguração do monumento, erguido exatamente no local do acidente pela Sociedade dos Amigos de JK (SAJK) com apoio da prefeitura e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), foi realizada na manhã de domingo, após a celebração de uma missa na Igreja de São Benedito, no distrito de Engenheiro Passos. A celebração foi feita por Dom João Maria Messi, bispo da Diocese de Volta Redonda/Barra do Piraí.
     Estiveram presentes à homenagem, intitulada 30 Anos de Saudades, as filhas do ex-presidente e de seu motorista, Maristela Kubitschek e Maria de Lourdes Ribeiro, respectivamente, além de integrantes da SAJK e da Polícia Rodoviária Federal, entre eles o inspetor Bernardo, que prestou atendimento a JK logo após o acidente que o vitimou. O prefeito Silvio de Carvalho (PMDB), que cumpria outro compromisso, foi representado pelo secretário municipal do Desenvolvimento Urbano, Infra-estrutura e Segurança, Ruy Saldanha.
     Após a missa na Igreja de São Benedito, o ex-vereador do município paulista de Guaratinguetá Dionísio Darrigo - membro da Sociedade dos Amigos de Juscelino Kubitschek, fez um discurso falando da brilhante carreira política do ex-presidente e de suas obras que marcaram para sempre o desenvolvimento do Brasil, especialmente a construção de Brasília. Logo em seguida, uma carreata deixou o distrito, seguindo até o local do acidente onde o monumento, que é de granito do Vale do Jequitinhonha e aço escovado, foi inaugurado após uma bênção feita pelo padre Mário Bonatti, pároco do distrito de Engenheiro Passos. A último ato da homenagem foi o Toque de Silêncio, executado por um integrante da Banda de Música da Academia Militar as Agulhas Negras.
     De acordo com o presidente da SAJK, Carlos Roberto Medina, a idéia da homenagem surgiu em maio. “Juscelino merecia um monumento à altura de sua obra em prol do desenvolvimento do Brasil e, até então, apenas duas cruzes marcavam o local de sua morte” – disse Medina, explicando que o monumento foi erguido no local exato do acidente, ocorrido na pista sentido Rio de Janeiro, e não no ponto onde estão as duas cruzes, fixadas na via que segue em direção a São Paulo - local em que JK morreu após seu carro atravessar a pista.
     Na noite de sábado foi feito o lançamento dos livros JK, Sua Excelência, de Marco Aurélio Bastos, e Geraldo Ribeiro, Alma Vigilante de JK, de Maria de Lourdes Ribeiro.