Acordo
da construção civil pode
sair hoje se patronal liberar cesta básica
VOLTA
REDONDA - Depois de meses de negociação
e muitos impasses em torno do reajuste
salarial e do fornecimento da cesta básica,
o Sindicato da Construção
Civil pode assinar, hoje, a convenção
coletiva referente à campanha salarial
de 2006. Tudo vai depender de o sindicato
patronal concordar com a deliberação
da categoria na assembléia de ontem.
Os trabalhadores rejeitaram parcialmente
as ofertas das empresas, sobretudo para
os funcionários que atuam dentro
das indústrias, mas autorizaram
a direção do sindicato a
assinar o acordo coletivo com base nas
propostas aprovadas em assembléia,
somente se o patronal concordar com o fornecimento
da cesta básica para a categoria
no mês de setembro.
Em reunião realizada ontem, na sede
do Sinduscon, a representação
patronal propôs reajuste de 5% retroativos
ao mês de julho, mais 2% de aumento
no mês de janeiro ou reajuste de
6% no salário para os funcionários
que atuam em obras particulares (fora das
indústrias). Para os trabalhadores
de dentro das industrias as propostas foram:
reajuste de 4% retroativos ao mês
de julho, fornecimento de cesta básica
no valor de R$ 30, prevista para dezembro
ou 3% de reajuste, mais 1% de aumento em
janeiro e a cesta básica.
De acordo com o presidente do Sindicato
da Construção Civil, Dejair
Martins, caso as empresas não forneçam
a cesta básica no próximo
mês a categoria decretará greve
geral já na semana que vem.
“
Nosso sindicato defendeu a aprovação
dos 4% e a cesta básica em dezembro
para os trabalhadores de dentro das empresas
e os 5%, mais 2% de reajuste em janeiro,
para os de fora da indústria. Se
o patronal aceitar, os trabalhadores de
fora da indústria terão ganho
real de 4,21%, mais 2,79% do INPC e os
de dentro, 1,21% de ganho real, mais o
INPC”, informa Dejair, lembrando
que “os empresários poderiam
apresentar propostas melhores”.
Segundo o sindicalista, os valores das
cestas básicas representam um ganho
real de 8% no salário do profissional
e de 11% no rendimento do ajudante.
Hoje, o sindicato entrega ao presidente
do Sinduscon, Mauro Campos, um oficio contendo
as deliberações da assembléia.
Uma vez aprovada a decisão da categoria,
a assinatura do acordo será imediata. |