Voltar   

A QUALQUER PREÇO

     Desde que assumiu a Secretaria Estadual de Receita, o ex-prefeito de Volta Redonda vem adotando medidas que já trazem como resultado um acréscimo considerável na receita estadual. São medidas, algumas impopulares, outras até antipáticas, mas que na praticabilidade resultam em mais dinheiro para o erário estadual. O IPVA (Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores), considerado um dos mais caros e injustos praticados pelo governo, está merecendo estudo especial do secretário que deseja aumentar o seu resultado em 2007.
     Um grupo formado por tecnocratas, cidadãos totalmente desvinculados das dificuldades enfrentadas por milhares de motoristas para pagar o IPVA, que não lhes dá o direito de transitar sem pagar pedágio, estacionar sem pagar pela vaga ocupada em via pública, está estudando um novo calendário de pagamento, descontos e parcelamentos.
     Preparem-se para receber mais uma absurda carga tributária cujo estudo estará concluído até o dia 21 de outubro, propondo alternativas para engordar os cofres públicos.
     Parece que o novo secretário está obcecado pela idéia de arrecadar sempre mais, pensando, talvez, que o estado seja uma empresa que deva apresentar superávit ao final do exercício.
     As estradas estaduais, via de regra, estão abandonadas. Onde foram aplicados os fabulosos R$ 841 milhões do IPVA?
     A pergunta é oportuna, justamente quando se aproximam as eleições e o eleitor tem o direito de saber quanto arrecada e como gasta o nosso governo.
     O contribuinte está sufocado e não tem a quem apelar. A gula dos arrecadadores é tamanha que o deixa exposto, sem ter, absolutamente, onde se agarrar.
     Seria até conveniente que ele se agarrasse na urna eletrônica e desse um solene não aos que hoje tornam impossível a sua vida.