Economia sustentável

     Quem observa os números de crescimento do PIB do Estado do Rio - 5,06%, em 2005, e 4,3%, em 2004, e agora 5,85% no primeiro trimestre de 2006, em relação a igual período do ano passado - pode ter a impressão de que tais números ocorrem apenas por conta de decisões empresariais ou ações públicas no campo econômico. Vivemos à época onde o conhecimento é cada vez mais a mola propulsora do desenvolvimento das economias. As tecnologias da informação, por exemplo, dão conta do aperfeiçoamento da produção e do gerenciamento da comercialização em larga escala em tempos de globalização. Os novos materiais (polímeros) substituem os materiais da natureza (ferro) e com isso as vantagens comparativas naturais de regiões e países ricos em suas reservas. A moderna biotecnologia consegue compensar solos e climas inadequados a certos cultivos com sementes e cepas modificadas que garantem uma produção impossível de sê-lo em certas regiões e países. Já a eletrônica moderna empregada na segurança pública faz o reconhecimento de voz, de traços fisionômicos e até de movimentos, antecipando ações no controle da violência urbana. A terapia celular já é uma realidade e pode substituir transplantes cardíacos pela simples aplicação de células tronco na região necrosada do coração, eliminando os riscos de rejeição tão comuns nesse tipo de cirurgia. Os novos combustíveis renováveis, como o biodiesel, podem vir a ser a salvação contra a exaustão das minas de petróleo em futuro não muito distante, assim como as células de hidrogênio hoje já em testes de laboratórios.
     Mas há um ponto em comum em todos esses grandes feitos da tecnologia. Recursos humanos com elevado grau de formação. Assim, cuidar do desenvolvimento não é, como alguns economistas pensam, cuidar apenas de políticas de incentivos ou de apoio ao investimento empresarial. Cuidar do desenvolvimento econômico e de seus frutos mais importantes, como emprego e renda, é cuidar da educação, da pesquisa e do desenvolvimento. E esta tem sido a preocupação principal dos governos Rosinha e Garotinho ao longo dos últimos sete anos.

Fernando Peregrino
Secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro