Bom
dia, leitor
Vamos continuar o papo sobre as máscaras.
Os mascarados, geralmente, são
bem-sucedidos. É difícil
pegá-los com os rostos limpos.
Mas é possível. Usando
meios nada ortodoxos, o ex-deputado federal
Roberto Jefferson desmascarou o José Dirceu,
o homem mais forte do governo Lula. Um
caseiro, vejam só, um simples
caseiro, derrubou o czar da economia
do Brasil. Ele tirou a máscara
de Antonio Palocci e mostrou sua verdadeira
cara para o país.
Ah! O José Genoíno. Que
safado. Usou durante anos a máscara
de paladino da igualdade social. Às
vezes, aparecia em público com
a máscara de ex-guerrilheiro do
Araguaia. Que farsante! Seu verdadeiro
rosto tem a cicatriz de Al Capone, pois
não passa, segundo se supõe,
de mais um bandido que se locupletava
com o dinheiro público.
Há casos como do Roberto Jefferson,
que espontaneamente retirou a máscara
em público e admitiu que meteu
a mão numa grana preta. O exemplo
dele devia ser seguido por outros elementos
do governo Lula, mas todos botaram no
rosto uma máscara de honesto.
Casos à parte são as máscaras
femininas. Também são de
vários tipos, contudo, a mais
comum é da aparência de
mulher honesta, digna, honrada, comedida
no sexo e exuberante nas virtudes. Mas,
entre quatro paredes, quando elas tiram
as máscaras, sobem pelas paredes.
Haja fôlego para seus parceiros
agüentarem tanto sexo desvairado.
Outro modelito de máscara feminina
usado com muito sucesso foi estreado
pela ex-primeira-dama Rosane Collor,
quando chorou em público. Esse,
porém, é um modelo caro,
pois as lágrimas têm de
parecer reais. Como homenagem a essa
terrível primeira-dama, esse modelo
de máscara passou a se chamar
Rosane Collor.
Ainda falando nos Collor, a mulher de
Pedro Collor (que Deus o tenha) usava
uma máscara agradável,
leve, de fibras sintéticas, que
dava a seu rosto um ar angelical, semelhante
ao de Branca de Neve. E o Pedro, ah!
o Pedro. Usava máscara de louco
e foi desmascarado pela própria
ambição - ou inveja do
eventual sucesso do irmão presidente. |