BANCÁRIOS
Abertas as negociações
Sindicato promove manifesto para divulgar
campanha salarial
VOLTA
REDONDA - Dezenas de bancários
do município e região participaram
ontem, pela manhã e à tarde,
de um movimento para divulgar a campanha
salarial da categoria, iniciada na semana
passada em todo o Brasil. As atividades
foram realizadas em frente às agências
bancárias da Caixa Econômica
Federal (CEF) e do Banco Real, na Vila
Santa Cecília, e do Itaú,
na Avenida Amaral Peixoto, Centro. De acordo
com o presidente do Sindicato dos Bancários
do Sul Fluminense, Cláudio Barbosa,
o ato, que atraiu os funcionários
e contou com distribuição
de balões e de uma carta aberta
aos clientes e à população,
deve continuar nos próximos dias,
dependendo do resultado da segunda rodada
de negociação, marcada para
hoje, à tarde, entre a Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf) e a Federação Nacional
dos Bancos (Fenaban).
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários
do Sul Fluminense, o movimento de ontem
teve como principal objetivo apresentar
a pauta de reivindicação
do acordo salarial à população.
Ele informou ainda que, entre outros itens,
constam na pauta o aumento real de 7,05%
do salário, com reposição
salarial com base no Departamento Intersindical
de Estatísticas e Socioeconômicos
(Dieese), que deve fechar em 2,5%, distribuição
de 5% da Participação de
Lucros e Resultados (PLR) do lucro líquido
dos bancos de forma linear para toda a
categoria, além de um salário
fixo de R$ 1 mil. Os bancários querem
ainda aumento do auxilio creche para um
salário mínimo, que hoje é de
R$ 165,34; cesta-alimentação
de R$ 300, que atualmente é de R$
230,02; gratificação de caixa
de R$ 500, valor atual de R$ 226,65; 13ª cesta-alimentação
e 14º salário.
O sindicalista lembrou ainda que a categoria
luta pelo fim das filas e o aumento de
funcionários. “Queremos o
fim das demissões em massa e a garantia
de emprego. Sem demissão não
haverá desemprego e com mais funcionários
os bancos não terão filas”,
explicou, ressaltando que a exemplo dos
anos anteriores a campanha vai contar com
a participação de toda a
categoria. Ele garantiu ainda que se houver
necessidade os bancários poderão
parar suas atividades. “Isso se a
nossa contraproposta não for aceita”,
completou Cláudio. Vale ressaltar
que na primeira rodada de negociação
a Fenaban não aceitou a proposta
dos trabalhadores, mas sem apresentar contraproposta.
Cláudio garante que a entidade não
quer greve, mas se for preciso haverá.
Lembra ainda que a data-base dos bancários,
que é no dia 1º de setembro,
foi antecipada devido à campanha
eleitoral. |