Voltar Douglas Jorge

BANCÁRIOS
Abertas as negociações
Sindicato promove manifesto para divulgar campanha salarial

     VOLTA REDONDA - Dezenas de bancários do município e região participaram ontem, pela manhã e à tarde, de um movimento para divulgar a campanha salarial da categoria, iniciada na semana passada em todo o Brasil. As atividades foram realizadas em frente às agências bancárias da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco Real, na Vila Santa Cecília, e do Itaú, na Avenida Amaral Peixoto, Centro. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Cláudio Barbosa, o ato, que atraiu os funcionários e contou com distribuição de balões e de uma carta aberta aos clientes e à população, deve continuar nos próximos dias, dependendo do resultado da segunda rodada de negociação, marcada para hoje, à tarde, entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
     Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, o movimento de ontem teve como principal objetivo apresentar a pauta de reivindicação do acordo salarial à população. Ele informou ainda que, entre outros itens, constam na pauta o aumento real de 7,05% do salário, com reposição salarial com base no Departamento Intersindical de Estatísticas e Socioeconômicos (Dieese), que deve fechar em 2,5%, distribuição de 5% da Participação de Lucros e Resultados (PLR) do lucro líquido dos bancos de forma linear para toda a categoria, além de um salário fixo de R$ 1 mil. Os bancários querem ainda aumento do auxilio creche para um salário mínimo, que hoje é de R$ 165,34; cesta-alimentação de R$ 300, que atualmente é de R$ 230,02; gratificação de caixa de R$ 500, valor atual de R$ 226,65; 13ª cesta-alimentação e 14º salário.
     O sindicalista lembrou ainda que a categoria luta pelo fim das filas e o aumento de funcionários. “Queremos o fim das demissões em massa e a garantia de emprego. Sem demissão não haverá desemprego e com mais funcionários os bancos não terão filas”, explicou, ressaltando que a exemplo dos anos anteriores a campanha vai contar com a participação de toda a categoria. Ele garantiu ainda que se houver necessidade os bancários poderão parar suas atividades. “Isso se a nossa contraproposta não for aceita”, completou Cláudio. Vale ressaltar que na primeira rodada de negociação a Fenaban não aceitou a proposta dos trabalhadores, mas sem apresentar contraproposta.
     Cláudio garante que a entidade não quer greve, mas se for preciso haverá. Lembra ainda que a data-base dos bancários, que é no dia 1º de setembro, foi antecipada devido à campanha eleitoral.