DIA
NACIONAL
Combate ao tabagismo
Data é lembrada
com atividades educativas em Barra Mansa
e panfletagem em Volta Redonda
BARRA
MANSA - Foi comemorado ontem, na
Praça da Matriz o Dia Nacional de
Combate ao Fumo. O tema deste ano foi Ambiente
livre de tabaco: mais do que uma conquista, é cidadania!
O evento reuniu estandes dos cursos do
Centro Universitário de Barra Mansa
(UBM) de Matemática, Farmácia
e Enfermagem, além de um da Cruz
Vermelha. De acordo com o coordenador do
Programa de Controle e Combate ao Tabagismo,
Sérgio Murilo Conti, o tema deste
ano foi para conscientizar os fumantes
e os não-fumantes que o fumo passivo
também causa doenças. “Dados
da Organização Mundial da
Saúde revelam que o fumante passivo é a
terceira causa de morte que pode ser evitada
no mundo”, afirma.
Segundo Sérgio Murilo, quem não
fuma inspira duas fumaças: a que
sai da ponta do cigarro e a da boca do
fumante. A primeira, de acordo com ele,
tem três a cinco vezes mais volume
de nicotina, monóxido de carbono
e tem 50 vezes mais substâncias cancerígenas. “Todas
as 50 doenças relacionadas ao cigarro
podem ser adquiridas também pelo
fumante passivo”, destaca Murilo.
Ele afirma que já existem ações
trabalhistas de empregados que não
fumam e desenvolveram doenças do
cigarro em local de trabalho.
Sérgio Murilo informou que o Programa
de Controle e Combate ao Tabagismo oferecido
pela prefeitura oferece tratamento gratuito
para quem deseja parar de fumar. Basta
procurar a sede do programa, ao lado da
Secretaria de Saúde, fazer a inscrição
e aguardar ser chamado. Ele afirma que
pelo menos 30% dos que participam apenas
das terapias de grupo conseguem largar
o vício sem o uso de adesivos e
remédios.
O EVENTO
O estande do curso de Farmácia fez
durante o evento uma pesquisa com a população
sobre fumo, o de Matemática estava
calculando os gastos de quem fuma com cigarros,
o de Enfermagem estava expondo dois pulmões – um
de fumante e outro de não-fumante – e
juntamente com a Cruz Vermelha estava oferecendo
serviços de aferição
de pressão.
ESTATISTICAS
No Brasil, a cada ano o tabagismo mata
200 mil pessoas. Além disso, de
acordo com o Instituto Nacional de Câncer
(Inca), o fumo pode causar 50 doenças
diferentes, destacando-se as cardiovasculares,
o câncer e as enfermidades respiratórias
obstrutivas crônicas. Para se ter
uma idéia, estima-se que 85% das
mortes por doença pulmonar obstrutiva
crônica, como enfisema, sejam provocadas
pelo tabagismo.
| Palestras
e panfletagem em Volta Redonda |
No
município, não
houve nenhuma atividade específica
em comemoração
do Dia Nacional de Prevenção
e Combate ao Tabagismo. A
coordenadora do Programa
de Combate ao Tabagismo,
Ana Lúcia Quaresma,
realizou panfletagem no Hospital
São João Batista,
pela manhã, sobre
os males causados pelo tabagismo,
concedeu entrevistas à imprensa
e, à tarde, ministrou
palestra no Centro Gerontológico
da Associação
dos Aposentados e Pensionistas
de Volta Redonda (AAP-VR).
De acordo com a coordenadora, o programa existe
há dois anos com atividades no Hospital São João Batista
(HSJB) e no Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e
Drogas (Caps-AD), ao lado do Cais-Aterrado. São atendidas em média
60 pessoas por mês, a maioria mulheres, na faixa de 20 a 60 anos.
Ela lembrou que o tratamento está aberto
a toda a comunidade e é realizado com reuniões e palestras que
visam passar aos assistidos informações sobre a fisiologia do corpo
e os males causados pelo tabaco. “A idéia é fazer com que
essas pessoas sejam libertadas do cigarro fisica e psicologicamente e aprendam
a se comportar com a falta do tabaco no organismo”, ressalta a coordenadora,
lembrando que 80% dos atendidos deixam o cigarro sem tomar nenhum medicamento.
Outra novidade revelada pela coordenadora do Programa
de Controle do Tabagismo em Volta Redonda foi que a partir de agora o município
estará trabalhando com mais rigor para que a Lei Federal de nº 9.294/96,
que proíbe as pessoas fumarem em locais fechados, seja cumprida. “Já estamos
mobilizando a Vigilância Sanitária para a realização
de um trabalho de conscientização com a finalidade de sensibilizar
os fumantes e também os proprietários e gerentes de estabelecimentos
onde a lei proíbe fumar”, revelou a coordenadora.
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