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Denúncia séria

     A denúncia levantada pela Associação dos Funcionários da Emater-Rio sobre o abandono a que está relegada a entidade que presta assistência técnica aos agricultores fluminenses não pode, evidentemente, cair no esquecimento.
     O município de Quatis, por exemplo, depende diretamente da atuação da Emater para a sobrevivência da chamada agricultura familiar, fonte geradora de recursos da ordem de R$ 5,5 milhões anuais e que envolve mais de 76 mil agricultores, gerando 300 mil empregos diretos e 700 mil indiretos.
     A Aferj fez referência ao sucateamento da frota de veículos e de máquinas agrícolas, o que deixa apreensivos os produtores rurais. Mas, a denúncia mais séria diz respeito ao não repasse, por parte do Estado, das verbas recebidas das prefeituras e destinadas à manutenção dos escritórios da Emater no interior.
     Longe de conter uma crítica ao governo estadual, o grito da Aferj é uma advertência para o risco que corre a agricultura fluminense, mostrando um quadro desolador e que exige uma posição imediata e enérgica por quem de direito.
     Cruzar os braços e ver a banda passar será um crime que se cometerá contra um setor de essencial importância e sempre relegado a segundo plano pelos governos, em todos os níveis.
     O SOS para a Emater deve passar pelos prefeitos, pressionando o governo estadual para a alarmante situação denunciada pelo presidente da Aferj, José do Carmo Paiva e cobrando-se dos deputados da área, principalmente os que apóiam o governo, um posicionamento em favor da agricultura.
     A VOZ DA CIDADE, acompanhando de perto o trabalho dos sofridos agricultores e acreditando, ainda, na vontade política da governadora Rosinha Garotinho, governo que mais investiu no interior, fica na expectativa das providências reclamadas, cobrando a responsabilidade de cada um.