É preciso
instruir
O consumidor brasileiro na área
jurídica é um privilegiado:
o Código de Defesa do Consumidor
(lei federal 8078 de 11/09/1990, que entrou
em vigor em 15 de março de 1991), é um
dos mais modernos do mundo. Mas então,
por que tantos consumidores continuam sendo
lesados nos mais diversos serviços
e produtos? O que falta para melhorar esse
quadro?
Nossa opinião é de que carece
de mais ensino do que é, e o que
representa o Código de Defesa do
Consumidor, essa lei que, com seus 119
artigos, organiza as relações
de consumo dentro do país.
É
necessário que se divulgue em casa
e no trabalho. Nas esquinas e até nos
salões de cabeleireiro. Mas é fundamental
que se ensine nas salas de aulas, pois
esse conhecimento e entendimento, ajudará aos
cidadãos a pleitear melhor os seus
direitos. É sempre bom lembrar que
o próprio balconista, de qualquer
comércio, que se nega a cumprir
uma obrigação legal, é prejudicado
na outra esquina, quando esse mesmo trabalhador
adquire algum bem ou produto que não
esteja dentro da conformidade.
O avanço da tecnologia conduz ao
oferecimento de serviços e bens
cada vez mais complexos, gerando um déficit
informacional. O resultado é também
a dificuldades de uma escolha madura e
consciente do consumidor. Na área
informática, o rápido progresso
da tecnologia permite um absoluto controle
dos dados pessoais do consumidor, possibilitando,
em ofensa ao valor privacidade, traçar
a rotina e gostos do cliente.
Por esses fatos é necessário
um sempre maior conhecimento do que pode
e do que não pode ser feito na venda
de um produto ou de um serviço qualquer. É sempre
bom afirmar que não podemos esperar
mais nenhum milênio, ou mesmo um
dia sequer, pelo respeito aos nossos direitos
de consumidores.
Stenio Andrade
jornalista especializado em relações
de consumo |