Picciani
apresenta projeto em benefício dos
profissionais autônomos
BRASÍLIA - O deputado federal Leonardo
Picciani, candidato à reeleição
pelo PMDB, apresentou um projeto de lei
na Câmara Federal para atrair profissionais
autônomos ao mercado informal. Isso
porque, de acordo com dados publicados
em um livro pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), o setor
que mais sofre com a informalidade é o
da agricultura, em que 78,5% dos trabalhadores
não têm carteira assinada.
No setor de comércio e serviços,
53,5% e 52,4%, respectivamente. Na indústria,
a porcentagem é de 33,9%. Pelo estudo,
pode-se constatar que a região do
Sudeste é uma das que apresentam
menores proporções de informalidade,
44%.
A intenção do projeto de
Picciani é criar um sistema unificado
e simplificado de pagamento tributário
e previdenciário aos trabalhadores
informais. De acordo com o deputado, se
aprovada a proposta os que se inscreverem
no Estatuto de Proteção ao
Trabalhador Informal pagarão uma
alíquota a cada três meses
de 1,33% sobre suas receitas brutas, além
de 5% sobre o limite mínimo do salário
de contribuição para cada
trabalhador associado ao seu negócio.
Assim, de acordo com Picciani, esses trabalhadores
estarão em dia com o Imposto de
Renda Pessoa Jurídica, Imposto de
Renda Pessoa Física, Imposto sobre
Produtos Industrializados, Imposto sobre
Exportação, Contribuição
para o PIS-Pasep, Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido, Cofins,
CPMF e Contribuição da Pessoa
Jurídica e da Pessoa Física
para a Previdência Social.
O deputado informa que poderão se
cadastrar, caso o projeto de lei seja aprovado,
os trabalhadores autônomos que estiverem
dentro da faixa de isenção
de imposto de renda e os microempreendedores
que tenham tido receita bruta menor ou
igual a R$ 60 mil no ano anterior. Para
Leonardo Picciani, a importância
desse projeto será a de possibilitar
o enquadramento de muitos trabalhadores
na rede de proteção legal. |