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inCorposições – 2ª Fase

     A pedidos, segundo Symão Francisco, diretor da peça inCorposições, ela será mais uma vez apresentada na região. Desta vez o palco será o do Sesc Barra Mansa, hoje, às 20h30min.
     Escrita por Lelê Garnier e dirigida por Symão Francisco, Incorposições é uma das peças que têm marcado o teatro no Sul Fluminense com a qualidade do espetáculo que fala sobre o autoconhecimento, relacionamentos e principalmente de solidão, o mal silencioso do século.
     Segundo Symão Francisco, a peça, que em menos de um ano conseguiu vários prêmios e trata sobre a vivência pessoal dos atores e do grupo em si, foi reformulada e no novo elenco estão Nathália Dias Gomes, Giselly Martins e Luciene Martes. "A peça tem essa metamorfose, nunca está totalmente pronta. Nós ensaiamos, testamos, fazemos, desfazemos, refazemos etc. Estamos fazendo teatro de verdade", diz.
     inCorposições é o segundo espetáculo de uma trilogia iniciada com Corações Solitários, que já havia sido apresentada no Estado no Rio de Janeiro, em 1998 e em várias cidades da região, fazendo sucesso de público e da crítica especializada.
     Symão afirma que após obsCênicos ganhar o Festival de Esquetes realizado pelo Sesc Barra Mansa, em 2005, com a peça Dorotéia, ganhou de prêmio uma verba para montagem de um espetáculo e foi decidido montar inCorposições para valorizar os problemas e as dificuldades que o grupo e, propriamente dito, o teatro, tem sofrido, colocando em ênfase a vivência pessoal.
     Ele ainda diz que a grandiosidade do espetáculo está em levar para o palco momentos de nossa vida diária. "São ocasiões difíceis de nossas vidas, que agora resolvemos transportar para o palco, seguindo à risca o velho chavão de que a arte imita a vida e vice-versa. A solidão dói e acostumar-se com ela é desistir de seguir em frente, não virar a próxima página. É ter medo de olhar-se no espelho e admirar-se como pessoa".
     Ele acrescenta dizendo que a peça não é um drama pesado e melancólico, ela tem seus momentos de leveza. E a grande questão é saber, junto ao público, se dá para rir com a solidão.