Voltar Airton Soares / PMR

Comissão Censitária
Contagem populacional
Trabalho será feito em cidades com até 170 mil habitantes

     RESENDE - O secretário de Desenvolvimento Rural, Edino Camoleze, e o superintendente das Administrações Regionais, Marcelo Cotrim, fazem parte da Comissão Censitária Municipal, que vai preparar a contagem populacional e o censo agropecuário, que serão realizados a partir de 16 de abril de 2007. De acordo com o chefe da Agência Resende do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sérgio de Jesus , o último censo envolvendo a área rural aconteceu em 1996. “A contagem populacional que será feita no ano que vem em municípios com até 170 mil habitantes difere de um censo, pois é mais simples. É uma atualização da base cartográfica de Resende, sem, no entanto, o volume qualitativo das informações de um censo demográfico, que deverá ser feito em 2010”, explica o chefe do IBGE, ressaltando que uma das principais novidades do trabalho dos recenseadores será o uso de um PDA, um computador de mão onde serão inseridos diretamente os dados coletados. As informações vão praticamente em tempo real para o IBGE. Isso dispensa os tradicionais formulários de papel e deve dar maior agilidade ao trabalho.
     Para a área rural, os recenseadores levarão, além do PDA, um aparelho de GPS (Global Positioning System) para marcar, por meio de coordenadas geográficas, a localização exata dos imóveis rurais. Segundo Sérgio de Jesus, a vantagem dessa marcação é que as informações sobre o meio rural terão um elevado nível de precisão. “Há dez anos o IBGE não realiza um censo agropecuário. Nesse período surgiram inúmeras tecnologias que permitirão agora traçarmos um quadro estatístico extremamente real sobre o campo, sobre o setor rural brasileiro”, afirma.
     Para Edino Camoleze, o censo agropecuário é importante para traçar um perfil detalhado e atual do homem do campo brasileiro, em seus 5,7 milhões de estabelecimentos agropecuários existentes no País. “As informações produzidas vão orientar as decisões de diversos setores da sociedade, ampliando o conhecimento das transformações, da utilização de novas tecnologias e do seu impacto no meio-ambiente, permitindo que se entenda melhor a agropecuária no Brasil”, diz.
     O superintendente das Administrações Regionais, Marcelo Cotrim, ressalta a relação entre os dados coletados e o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo ele, esse trabalho, que abrangerá cerca de 30 milhões de domicílios, onde vivem aproximadamente 99 milhões de pessoas, fornecerá dados atualizados para a distribuição do FPM. O fundo é o dinheiro que a união repassa para que os municípios possam investir na melhoria de vida dos seus habitantes. O FPM é uma quantia que cada cidade recebe do governo federal, calculada a partir de faixas de população. Os municípios com até 170 mil habitantes, segundo o IBGE, serão contados justamente porque são afetados com os resultados da contagem, que permitirá colocá-los na faixa adequada.