Novo marketing político

     A complexidade do mundo dos negócios tem no marketing um valor agregado de grande importância, na conquista e na fidelização dos clientes. “Marketing não é uma batalha de produtos, mas uma batalha de percepção”. A tecnologia está fazendo com que os produtos de uma mesma categoria, cada vez mais, se mostrem parecidos. Exemplo: Como distinguir a marca de um televisor, entre vários funcionando, sem a exibição da etiqueta do fabricante? Posicionar a marca na mente do consumidor é tarefa de marketing, pois a mente humana não registra dois primeiros lugares ao mesmo instante.
     As atuais determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), válidas para as próximas eleições têm, entre outros, o objetivo de reduzir o custo das campanhas, dar transparência e facilitar a controle público sobre os gastos dos partidos e reduzir a desigualdade do poder financeiro entre os candidatos.Entre essas medidas destacamos a proibição dos showmícios, a distribuição de brindes como camisetas, bonés, chaveiros, cestas básicas ou quaisquer outros tipos de bens materiais, que possam ser doados aos eleitores.Também, os outdoors não mais serão meios de propaganda.
     Maior transparência sobre as doações, com restrições a entidades que recebam recursos públicos, e a prestação de contas pela Internet são medidas que, se não vão eliminar possíveis simulações contábeis, irão pelo menos dificulta-las. As novas regras do jogo visam erradicar o superficial e valorizar o essencial, ou seja, a biografia do candidato – novo enfoque do marketing político. O programa qualitativo e quantitativo das propostas dos partidos, é de fundamental importância para que se faça o planejamento estratégico dos anos de mandado, onde devem constar, de forma didática e pedagógica, cada um dos planos de ação.Não basta falar o que será feito, isto a sociedade já sabe: investimentos em educação, saúde, saneamento básico, infra-estrutura, pesquisa e desenvolvimento científico, segurança pública, preservação ambiental, assentamento de sem terras, moradias urbanas, geração de empregos, enfim combater a mais cruel das violências – a desigualdade econômica e social – linha divisória entre o oceano de pobres e a ilha de ricos.

Faustino Vicente
Consultor de Empresas
faustino.vicente@uol.com.br