EMÍLIO
MARCONDES RIBAS – MÉDICO SANITARISTA
Nascido em 11 de abril de 1862, em Pindamonhangaba
(SP), e falecido em 19 de fevereiro de
1923, aos 61 anos. Foi um eminente médico
sanitarista. Por 15 anos trabalhou no
Serviço Sanitário Estadual,
combatendo a peste bubônica (transmitida
por ratos infectados) e outros relevantes
serviços, tendo criado o Instituto
Butantã.
Além disso, para confirmar a teoria
da transmissão da febre amarela
pelos vírus Stegomia Calopus,
deixou-se infectar pelos mosquitos vetores
da doença.
Ao ser nomeado inspetor sanitário,
em 1895 e graças ao combate e
surto de febre amarela, foi guindado
ao cargo de diretor do Serviço
Sanitário de São Paulo,
em 1896, quando exerceu com brilhantismo
suas funções durante quase
duas décadas. Em suas ações
sanitárias exterminou mais de
seis mil viveiros do mosquito Aedes aegypti
e em dez anos conseguiu uma façanha,
a febre amarela ficou restrita a apenas
dois casos em todo estado.
Estudou e pesquisou
sobre a febre amarela em Cuba e com base
em experiências
se empenhou em provar aos brasileiros
(incluindo autoridades, médicos
e sanitaristas) que o país combatia
erradamente o contágio e a transmissão
da febre amarela.
Dr. Ribas e alguns voluntários
se trancaram numa sala e se deixaram
picar por um Aedes aegypti (transmissor
da febre amarela) que antes picara um
doente.
Eles foram contaminados e tiveram que
ser internados para tratamento. Outra
turma de voluntários, na mesma
ocasião, ficaram dormindo com
roupas sujas de vômitos e urina
de pacientes doentes. Nenhum deles foi
contaminado. Dr Ribas comprovou que não
existia contato direto e, portanto, não
se deveria mandar os doentes para o Hospital
de Isolamento, que passou a ser denominado
Hospital Emilio Ribas, o maior Instituto
de Infectologia da América Latina.
Inovador na medicina sanitária
e na microbiologia, Dr. Ribas combateu
vários surtos epidêmicos
que grassavam no Estado de São
Paulo, como a peste bubônica, a
tuberculose e a lepra. Contemporâneo
do Dr Ribas, o Dr Oswaldo Cruz também
promovia, no Rio de Janeiro, campanhas
contra a febre amarela, obtendo grande
sucesso.
|