Febre
Aftosa
Campanha de vacinação
Meta é repetir o sucesso da vacinação
realizada em março
RESENDE
- Para vacinar as 38.132 cabeças
do rebanho resendense contra a aftosa e
a raiva, foi lançada ontem, na sede
do Sindicato Rural, a segunda etapa da
campanha municipal de vacinação
contra as duas doenças. Produtores
rurais, representantes do Ministério
da Agricultura, da Emater, da Superintendência
Estadual de Defesa Sanitária Animal,
do Núcleo de Defesa Sanitária
das Agulhas Negras e da Secretaria Municipal
de Desenvolvimento Rural prestigiaram o
evento. Um ciclo de palestras marcou a
solenidade e, de acordo com o secretário
de Desenvolvimento Rural, Edino Camoleze,
a meta é repetir o sucesso da vacinação
realizada em março, quando se vacinou
97% do rebanho resendense.
Segundo o presidente do Sindicato Rural,
Mário Kuroiva, que foi o anfitrião
do evento, o sucesso do trabalho em março
deve ser creditado a vários fatores,
principalmente à parceria com a
Emater e a prefeitura, o que nos permitiu
aumentar em 500% a cobertura vacinal do
gado criado solto em pastagens. “Não
só o produtor rural, mas também
o consumidor, tem que estar atento para
a confiabilidade do leite que ele consome.
Toda a cadeia produtiva tem que estar alerta
para a sanidade dos animais, que devem
ser vacinados não só contra
a aftosa, mas também contra a raiva”,
informa.
O trabalho em parceria permitiu que se
atualizasse a contagem do rebanho resendense
que deve ser vacinado contra a aftosa.
Acreditava-se que ele girasse em torno
de 32 mil cabeças, mas após
a primeira fase da campanha, em março,
percebeu-se que o número é superior
a 38 mil. “O produtor rural deve
estar consciente de que sua participação é fundamental
para o trabalho de assegurar a sanidade
do rebanho, entendendo que um animal ao
não ser vacinado pode comprometer
toda a cadeia do agronegócio”,
opina Roberto de Souza Barbosa, representante
do Ministério da Agricultura.
O representante da Emater, Rogério
Teixeira, conta que o rebanho bovino do
Rio de Janeiro, estimado até há pouco
tempo em 2,1 milhões de cabeças,
já é superior a 2,4 milhões.
Segundo ele, desde 2000 a instituição
vem realizando campanhas sistemáticas,
em março e setembro.
Edino Camoleze diz que o rebanho resendense é o
segundo maior da região, só perdendo
para o de Valença. Para garantir
os índices de vacinação,
haverá a visitação
das pequenas propriedades rurais no trabalho
de vacinação, que é obrigatória
em todo o território fluminense. “Nas
propriedades maiores, a vacinação
será de responsabilidade dos proprietários.
Montaremos postos de vacinação
nos distritos e usaremos motocicletas para
chegar até as propriedades mais
distantes e de difícil acesso”,
afirma. |