Da
solidão completa
“inCorposições – 2ª fase”,
está em cartaz pelos teatros da
região. Trata-se de uma peça
que aborda um tema difícil de
lidar e de pouca aceitação
quando se depara com ela e que há muito
queria falar sobre: a SOLIDÃO.
Estamos acostumando com ela e isso é inegavelmente
negativo, claro! Visto que acaba causando
inúmeros males. As guerras, por
exemplo, estão aí e nada
mais óbvio que isso para elucidar
o que vivemos. Isso sem contar em separações,
brigas, etc... estamos cada vez mais
egoístas e individualistas e isso
advém da SOLIDÃO. Descobri
tempos atrás esse texto que segue
abaixo. Não sei o autor, mas sem
dúvidas, através de sua
simplicidade, nos faz refletir e muito
sobre nossas ações:
“
Começo a imaginar quantas pessoas,
neste momento, estão se sentindo
absolutamente inúteis, miseráveis – por
mais ricas, encantadoras, que sejam.
Porque nessa noite estão sós,
e ontem também estiveram e certamente
amanhã estarão. Estudantes
que não encontram com quem sair
esta noite, pessoas de idade diante da
TV, como se fosse a última salvação,
homens de negócios em seus quartos
de hotel, pensando se o que fazem tem
algum sentido, já que tudo que
sentem agora é o desespero de
estar só”.
“
Uma vez ouvi de um amigo que acabara
de se divorciar: ‘AH, agora tenho
toda a liberdade do mundo, cm a qual
já sonhei’. Mentira!! Ninguém
quer esse tipo de liberdade. Todos querem,
sim, um tipo de compromisso, uma pessoa
para estar ao nosso lado, discutindo
sobre coisas fúteis ou sobre o
sentido da vida, queremos ter alguém
para dividir nossos sonhos e até mesmo
um pedaço de sanduíche.
Melhor comer um pedaço de um sanduíche
do que comê-lo inteiro, sem ter
com quem compartilhar nada, nem mesmo
um pouco de comida. Melhor ficar com
fome do que ficar sozinho”.
“
As pessoas que já estão
viciadas com a solidão têm
dois tipos de olhares: arrogantes - pois
querem fingir que escolheram a solidão
como melhor companheira. Tristes – porque
já entenderam que não há nada
pior na vida”.
“É
preciso ousar, falar com estranhos, descobrir
lugares para encontrar pessoas, redescobrir
a vida e evitar ir para casa assistir
TV. Se fizerem isso, o sentido da vida
estará perdido, a solidão
será um vício e redescobrir
o outro e a si próprio será uma
tarefa impossível”.
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E por falar em egoísmo, nós
que fazemos e (sobre) vivemos da arte,
temos que sempre estar alerta sobre tudo
e todos e é raro contar com outras
pessoas que também fazem a mesma
coisa. A inveja, pouco caso, ciúme,
descaso, falta de ajuda, etc... é comum,
infelizmente, nos seres humanos, mas
quando você esbarra com essa situação
com quem é da mesma profissão
que você, aí é triste.
Algumas atrizes do grupo obsCênicos
foram até a instituição
de ensino UBM, onde foram muito bem recebidas
por um dos representantes desta, diga-se
de passagem, para divulgarem a peça “inCorposições – 2ª fase”.
Pediram permissão e começaram
a entrega de filipetas pelas salas de
aula. Professores de Letras, Matemática,
docentes de Jornalismo e alguns outros
as receberam de forma solícita
e educada. Surpresa. Não imaginavam
que esses mestres e alunos teriam interesse
tão grande quanto tiveram. “Bom,
se fomos bem recebidas aqui, imaginem
quando formos à turma de artes”,
pensou uma delas. Mas eis que... surpresa
2! O professor que lá estava (não
lembro o nome e... nem sei se faço
questão disso), as recebeu com
um sorriso forçado no canto da
boca e as tratou como se não fossem
nada, como se aquele trabalho não
fosse nada, como estivessem ali se divertindo
ou, quem sabe, ensaiado durante três
dias apenas e fossem apresentar qualquer
coisa para uma platéia leiga e
burra.
Bem, o que se pode fazer em uma situação
dessas? Primeiro, falar que cada um tem
uma forma de ver o mundo, de pensar e
de ser. Depois rir e achar uma pena.
Só isso. Pena dos alunos que convivem
com essa situação. Conversando
posteriormente com alguns destes, fiquei
sabendo que o tal docente fala abertamente
que o bom, o mel, vem da capital e em
Resende, Barra Mansa, Volta Redonda,
entre outras, é tudo ruim. Pergunta:
se aqui as coisas são assim, sem
qualidade, o que ele faz na cidade? Se
ainda está na região, talvez
seja para mudar algo, certo? Mas por
que então ainda não mudou?
Sim, pois se o seu discurso aponta o
Rio e São Paulo como o centro
e a únicas coisas boas que se
tem no Brasil, fica incoerente e desrespeitoso
com os moradores daqui, parece uma espécie
de acomodação. Chega a
ser um desacato com as pessoas que ele
ensina. Só para lembrar, alguns
de seus alunos são ou já foram
do grupo de teatro que ele desdenhou.
E se quiser os currículos de diretor
e atores estão à disposição.
Amigo, acorda!
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