MAIS
UM CASO
Perseguição política
Prefeito carrasco
demite mais uma pessoa que não estava
fazendo campanha para seus candidatos
BARRA
MANSA - Ser dispensada sem nenhum
motivo aparente fez com que Vera Lúcia
Ramos de Paula, 50 anos, que trabalhava
com contrato pela prefeitura como auxiliar
de serviços gerais no Posto de Saúde
do bairro Roselândia, acredite em
perseguição política.
Ela recebeu o aviso de sua demissão
ontem, sem nenhuma explicação
do porquê. Dona Vera, como é conhecida
por seus vizinhos no bairro Roselândia
II – chamado de Sem-Terra, tem uma
série de motivos para pensar que
foi dispensada por causa de um candidato
que não recebe apoio do prefeito.
Vera explica que nunca recebeu reclamação
de sua chefe sobre o desempenho de seu
trabalho, nem ela soube explicar o motivo
de sua demissão. Seu contrato não
tinha uma data para vencer e ia completar
um ano trabalhando no posto do bairro. “Ninguém
me disse qual foi o motivo e tenho direito
de saber. Preciso sustentar minha filha
que faz tratamento. Somos só eu
e ela e não posso ficar desempregada.
Cadê o agradecimento do Roosevelt
quando subi em palanque para fazer uma
homenagem a ele, quando trabalhei de sol
a sol em sua campanha para a reeleição?”,
questiona.
Vera conta que havia conversado com a candidata
a deputada estadual Tânia Brasil
(PMN) e disse que a apoiaria e até mesmo
autorizou a colocação de
uma placa em sua casa. Não era o
seu desejo, mas o medo de ser demitida
fez com que tomasse essa decisão. “Não
adiantou nada”, diz. Vera Lúcia
enumera uma série de acontecimentos
que podem indicar perseguição
política. Primeiro, os moradores
do Roselândia II não deixaram
as pessoas que trabalham para Tânia
entrarem no bairro. “Sou considerada
uma líder de lá porque ajudei
a fundar o local. As pessoas disseram que
não apoiariam ela porque eles (a
prefeitura) não resolveram os problemas
de lá, mas sim, outra pessoa. Só que
acontece que não tenho nada a ver
com isso”, desabafa.
O acontecimento mais recente foi quando
assessores de um candidato foram até o
posto de saúde para entregar umas
flores para que Dona Vera fizesse o favor
de entregar a uma pessoa que não
estava em casa. De acordo com ela, logo
depois que eles foram embora um membro
do governo perguntou sobre o que os assessores
estavam fazendo conversando com ela. “Acho
que isso também tem a ver. Creio
que é por conta de apoio político
mesmo”, acredita.
RESPOSTA
A Assessoria de Comunicação
da prefeitura foi procurada pela equipe
de reportagem de A VOZ DA CIDADE para falar
sobre a demissão de Vera Lúcia,
mas até o fechamento desta edição
nenhum esclarecimento foi dado.
NT: Esse
não é o primeiro
caso de denúncia por conta de perseguição
política na Prefeitura de Barra
Mansa. A VOZ DA CIDADE fez outra matéria
esta semana, com José Guilherme
Filho, que pode ser demitido por apoiar
outro candidato e não os do prefeito.
Além disso, outras pessoas estão
sofrendo o mesmo problema, mas ainda não
denunciaram. Pessoas até mesmo conhecidas
na cidade que desempenhavam cargos em secretarias
e Legislativo já não estão
mais trabalhando.
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