DIA DO CLIENTE

     Amanhã (15) comemora-se o Dia do Cliente. Essa data reforça ainda mais a importância de observar o estilo de vida e os hábitos dos consumidores. A base para tudo é observar o estilo de vida e os hábitos do público-alvo. Alguns exemplos: cresce no mundo o número de idosos. Segundo dados da ACNielsen, no Brasil, a quantidade de idosos (grupo acima de 50 anos) cresceu 110% nas duas últimas décadas e, atualmente, eles representam 16% dos consumidores no país. A estimativa é que esse número aumente para 23% até 2020. São esses clientes, pertencentes à chamada terceira idade, que com suas economias fazem suas refeições fora de casa e vão regularmente ao cinema ou ao teatro, enfim, têm exigências próprias, diferentes dos consumidores de outras faixas etárias como crianças, jovens e adultos mais jovens.
     As mulheres também vêm mudando seus hábitos. Modernas e, em muitos casos, chefes de família, geralmente elas não estão dispostas a preparar um jantar que dê muito trabalho. Talvez por isso, em 2005, as vendas de refeições e pratos congelados cresceram 13,4%, segundo a ACNielsen. Outra dado, que confirma o poder de consumo feminino, mostrou que as mulheres são responsáveis pela maior parte das vendas dos supermercados, ou seja, em 80% das vezes a decisão de compra é dela.
     Esses e outros dados mais apurados sugerem o estabelecimento de estratégias definidas para cada segmento do mercado, oferecendo soluções completas aos clientes – em geral, compreende um mix de produtos e serviços –, a preços justos. Mas, diante da falta de diferenciação entre as lojas, já que os produtos das grandes indústrias (marcas líderes) podem ser encontrados em qualquer loja, deixando de ser o principal critério de atração, a pergunta que surge é: "O que traz o consumidor até a minha loja para comprar nela, considerando que existem várias outras similares no mercado?". A receita do sucesso está na visão do ambiente de negócios, na flexibilidade de adaptação da empresa (com base no foco ao consumidor) e na capacidade de ter permanentemente uma estrutura operacional enxuta e eficiente. O cliente vai para um ponto-de-venda que lhe ofereça serviços (ambiente, exposição, orientação, facilidades etc.), agregue valor aos produtos e conheça seus desejos e preferências.

Claudio Czapski
Superintendente da Associação ECR Brasil