Rebuliço
O editorial
veiculado em nossa edição
de ontem causou um verdadeiro rebuliço
na Prefeitura de Barra Mansa. O prefeito,
que já havia proibido seus assessores
de lerem A VOZ DA CIDADE, determinou que
todos os exemplares fossem recolhidos,
entendendo, talvez, ser essa a forma de
blindar sua administração
das denúncias nele contidas.
Ledo engano do prefeito. O nosso setor
de distribuição recebeu dezenas
de pedidos de exemplares, todos atendidos.
Os nossos telefones não pararam
um só instante, com outras denúncias
e até alguns desmentidos, vindos,
certamente, da turma da casa executiva.
O PSDB, com justiça, indignou-se
com a inclusão do seu presidente,
Ricardo Volpe Maciel, entre os possíveis
dispensáveis, a partir do aniversário
da cidade.
Indignação justa, pois os
tucanos foram decisivos para que a reeleição
do prefeito fosse possível. Mas,
mal agradecido como sempre, o prefeito
já quer descartar-se da companhia
do pessoal do PSDB, com quem ele tem, por
imperiosa necessidade, uma convivência
suportável, apenas.
Com o lançamento de sua mulher candidata à Alerj,
o prefeito não está suportando
dividir o mesmo teto com cabos eleitorais
do candidato Ademir Melo, por exemplo.
A sua reação será pronta
e decisiva. Passada a eleição,
o facão vai descer solenemente na
cabeça de muita gente, até mesmo
de alguns aliados, pois o prefeito já não
precisará do seu voto.
A mesma fonte que nos trouxe a notícia
ontem divulgada, afirma ter assistido ao
pandemônio que se instalou na prefeitura,
com o corre-corre dos ameaçados
em busca dos seus padrinhos.
Depois da indigestão provocada pelo
Pudim (candidato a deputado federal do
ex-governador Garotinho), o prefeito corre
o risco de ficar órfão no
estado, pois qualquer que seja o governador
eleito não vai querer confiar em
quem trai com tanta facilidade. |