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Caixa empresta mais de R$ 9 bilhões a pessoas físicas e jurídicas

     VOLTA REDONDA - De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), até o último dia 8 R$ 9,8 bilhões já haviam sido liberados para empréstimo a pessoas físicas e jurídicas. O volume, segundo o banco, chega a ser 109% superior ao mesmo período do ano passado, quando foram financiados R$ 4,7 bilhões. Ainda segundo a Caixa, o montante emprestado foi suficiente para atender 450 mil famílias, ou seja, 97% a mais que as 228 mil atendidas em 2005 no mesmo período. A expectativa da direção do banco é de que até o final do ano as contratações devem atingir os R$ 13 bilhões, quantia suficiente para atender cerca de 590 mil famílias em todo o Brasil.
     Segundo o vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Governo da Caixa, Jorge Hereda, o bom desempenho, resultado de um conjunto de medidas para facilitar o acesso à casa própria e reduzir o déficit, atualmente em 7,2 milhões de moradias, fez com que o banco suplementasse, com recursos da poupança, o seu orçamento habitacional em mais R $ 1 bilhão, o que totalizará R$ 3,4 bilhões para este ano. Hereda lembra que, com o auxílio dos ministérios das Cidades e do Trabalho e Emprego, foram também ampliados, recentemente, os recursos do FGTS para subsídio em mais R $ 530 milhões.
     Hereda diz ainda que o orçamento inicial deste ano, que era de R$ 10,2 bilhões, com as suplementações realizadas poderá levar à histórica marca de contratações em torno de R$ 13 bilhões. O objetivo da Caixa é incentivar cada vez mais a construção de imóveis para famílias de renda mais baixa, cuja principal fonte de recursos é o FGTS.
     Recentemente, a CEF anunciou mais uma novidade para continuar auxiliando na construção da casa própria. A idéia é continuar a política de fomento habitacional e acolher sugestões do setor da construção civil. Para isso, decidiu ampliar o Antes com financiamento máximo de até 30% do valor do empreendimento, aproximadamente 50% dos gastos com a obra, o teto agora fica em 85% do custo da obra, limitado a 60% do Valor Global de Venda (VGV). O banco garante que as taxas de juros serão determinadas de acordo com a fonte de recursos.