Capital
mundial dos escândalos
Até poucos dias, eram quarenta
os bandidos sediados no Congresso Nacional.
Agora, serão quantos? Brasília
se tornou a praça da alegria do
banditismo institucional, das grandes
pragas nacionais, da corrupção
institucionalizada e empossada. Tudo,
dentro do governo do PT, daquele que
dizia ser o novo, o nobre, o honesto.
Mentira se revelou pior, bem pior, bem
mais mesquinho e covarde que todos os
outros que por lá passaram. Que
vergonha! Alias, esta palavra eles não
devem conhecer o sentido, por que depois
de tanta bandalheira, eles continuaram
incólumes na missão de
mentir, de falsear e de chantagear. Eles,
verdadeiramente, impuseram o governo
do medo. O pobre caseiro Francenildo é que
pode falar sobre isso. Meu Deus, eu nunca
vi tanto dinheiro andando por aí sem
dono, sem destino, sem prestação
de contas.
Ricardo Benruinzinho, mais conhecido
como mata-velhinhos, o presidente do
Partido dos Trabalhadores e coordenador
nacional da campanha do presidente Lula à reeleição, é o
grande Ali Babá desta nova corrente
da política petista. Junto com
ele, e dentro dos vários tentáculos
da organização criminosa
operosa na capital federal, está ainda
o diretor do Banco do Brasil, Expedito
Veloso; o assessor especial da família
Lula, Freud Godoy; o Jorge Lorenzetti,
analista de risco e mídia da campanha
de Lula e churrasqueiro oficial da Granja
do Torto; o Hamilton Lacerda, coordenador
de comunicação da campanha
do senador Aloizio Mercadante, candidato
a governador de São Paulo; o Oswaldo
Bargas, amigo de Lula e ex-assessor do
Ministério do Trabalho e de Berzoini,
e um dos coordenadores do governo de
Lula; além dos petistas Valdebran
Padilha da Silva e Gedimar Pereira Passos,
todos eles trazendo a estrela de cinco
pontas na lapela, o broche vermelho da
vergonha.
Como numa revoada de gafanhotos, eles
não pouparam nada, nem nossas
instituições mais respeitadas.
Primeiro foi a Caixa Econômica
Federal, usada como tacape para acertar
a cabeça do mais pobre e humilde
trabalhador. Agora, é o Banco
do Brasil, usado para atingir a campanha
de José Serra e Geraldo Alkimin.
Tudo neste governo é deles, é para
uso particular deles, para patrocinar
o panegírico dos esbirros petistas.
Se formos fazer um Dossiê do governo
Lula, teremos uma palavra chave: escândalo,
ou melhor, escândalos. Isso em
um país com uma democracia mais
consolidada, já teria levado o
seu presidente à prisão.
Por crime de responsabilidade ou de omissão.
Afinal, presidir uma nação
para não saber do que se passa
ao seu redor é pior do que saber
de tudo e não fazer nada. Na verdade,
falta-nos um presidente, um homem de
moral presente, um homem que tenha ao
seu redor os grandes homens da nação,
um governo feito por homens de bem.
Até o final deste artigo, temo
que ele já tenha ficado desatualizado,
envelhecido, e que tenha surgido um novo
escândalo com novos nomes em Brasília,
a capital mundial dos escândalos.
Petrônio Souza Gonçalves
Jornalista e escritor
Belooriente@cidademais.com.br |