| O
poder do salto alto
O sapato de salto
alto já foi símbolo
do poder da realeza e continua sendo o sonho
de consumo entre as mulheres
Foto 01: O
salto alto alonga a silhueta e deixa
a mulher elegante, mas, segundo
alguns médicos, deveria ser usado
somente em ocasiões especiais,
pois comprometem o equilíbrio
do corpo
Foto 02: Madame Pompadour,
amante do rei Luís XV, aparece na tela usando
delicados sapatos de salto alto. O modelo
bem que se parece com os usados atualmente.
O quadro pintado por La Tour em 1755
está no Museu do Louvre, em Paris
Os
modelos são inúmeros
e 11 entre dez mulheres no mundo todo
adoram salto alto e o usam. Alguns médicos
e pesquisadores garantem que ele é o
maior causador de problemas nos joelhos,
tendinite e inflamação
nas articulações, entre
outros malefícios, mas não
adianta, o salto alto continua soberano.
A indústria de calçados,
por sua vez, tem se esforçado
para tornar esse tipo de sapato mais
confortável, tanto que alguns
novos modelos proporcionam mais estabilidade
do que outros mais antigos, mas a polêmica
continua.
Algumas mulheres justificam-se dizendo
que o salto alto as torna "poderosas" e
elegantes. Bem, no quesito elegância,
não dá para discutir porque
este tipo de calçado faz com que
a mulher pareça mais esguia e
até mais magra; quanto ao "poderosa",
esse é um sentimento que deveria
vir de dentro para fora e não
depender do uso desse ou daquele sapato.
Mas isso é outra história.
E falando em história, é interessante
saber de onde veio a idéia de
aumentar a altura das mulheres. Tudo
teria começado nas sociedades
antigas, quando homens e mulheres conviviam
em harmonia, dividindo tarefas e sem
disputas entre si. Na época, os
homens viviam envolvidos nas atividades
de caça e não se envolviam
nos assuntos domésticos, cabendo às
mulheres a missão de criar, educar
e alimentar a família, tarefas
essas bastante valorizadas por seus homens
que tinham o hábito de homenageá-las
com festas e danças.
Durante esses rituais tribais das sociedades
primitivas, as mulheres eram colocadas
em pedestais de pedras de quase dois
metros de altura, em sinal de respeito
e reverência. Com o tempo, as mulheres
começaram a reclamar que, nessa
altura, ficavam muito longe da festa
e assim os pedestais diminuíram
de tamanho, passaram a ser confeccionados
em madeira e, mais leves, eram amarrados
aos pés delas que, ajudadas por
seus homens podiam locomover-se na festa,
mas sempre mais altas do que eles.
Bem, com a evolução das
coisas, alguém teve a idéia
de transformar os tais pedestais de madeira
em sapatos que elevavam simbolicamente
a mulher; é bom entender que elevar
as mulheres nada tem a ver com o fato
de o corpo dela ser menor do que o do
homem; o uso do "salto alto",
ou seja, dos pedestais amarrados, era
parte de uma cultura vigente na qual
entendiam que as mulheres mereciam ser
elevadas.
É
fato que ao longo da história
o papel masculino e feminino mudou muito
e a mulher perdeu aquela importância
primitiva e precisou lutar muito para
ter seus direitos respeitados, mas isso é outro
assunto. Voltando ao salto alto, em tempos
mais atuais, os reis franceses (os chamados
Luises) usavam o artefato como importante
peça do seu vestuário.
Eles andavam com sapatos de salto de
15 centímetros (daí o famoso
modelo de sapato a Luís XV), como
forma de mostrar o seu poder e autoridade
perante os súditos.
De lá até os nossos tempos,
a coisa evoluiu muito e o salto alto é o
queridinho. Mas o que os médicos
dizem a respeito dele?
A lista de calçados que podem
trazer problemas para a saúde
feminina é grande e mostra que
a vaidade pode custar caro. Os principais
sintomas são dores, torções
e fraturas, além de calosidades
e deformações nos dedos.
Segundo os especialistas, os joelhos
de homens e mulheres têm a mesma
estrutura e não apresentam diferenças,
no entanto são elas que apresentam
problemas nos pés quatro vezes
mais freqüentes e a incidência
de artrite é duas vezes maior
do que nos homens, principalmente após
os 65 anos.
As mulheres têm uma tendência
a ter joelhos voltados para dentro, o
que contribui para a inclinação
da patela, um pequeno osso em forma de
pirâmide que se articula com o
fêmur e protege a articulação
do joelho; essa tendência, associada
ao uso de salto alto favorece o desgaste
do referido osso.
Os saltos finos são ainda piores,
já que exigem mais esforço
para se equilibrar, tanto da patela como
do fêmur. E o que fazer então,
abolir o salto?
Certamente a maioria das mulheres responderá: "Jamais!"
Aí, entram em cena novamente os
médicos ensinando que os melhor
meio de se prevenir é optar por
calçados tipo anabela, mais baixos,
com cerca de quatro centímetros,
o que pode não dar o mesmo resultado
estético mas, em contrapartida, é muito
mais saudável.
O salto, quanto mais fino, pior ele será,
assim opte pelas plataformas que costumam
distribuir melhor o peso do corpo. Além
disso, aqui vão algumas dicas
na hora de comprar o calçado:
ande com o sapato pela loja e veja se
oferece bom equilíbrio; priorize
o conforto e não a aparência;
opte por modelos com solado macio; os
sapatos de bico quadrado proporcionam
mais estabilidade e conforto; guarde
os saltos agulha para as ocasiões
especiais porque eles facilitam torções
de joelhos ou tornozelos porque não
dão boa estabilidade ao corpo.
Melhorando a flexibilidade do corpo
Há tempos a flexão deixou
se ser exercício para homens.
Ele tem se mostrado um poderoso aliado
para quem quer resultados rápidos:
fortalece os braços e a musculatura
peitoral.
Para os iniciantes: coloque uma toalha
dobrada ou um colchonete no chão,
apóie os joelhos, levante a parte
inferior das pernas num ângulo
de 45º, cruzando os pés.
Contraia o abdome e concentre o peso
do corpo, mas mãos (separadas
na direção dos ombros)
e nos joelhos, mantendo os cotovelos
virados para fora.
Inspire e dobre os cotovelos, abaixando
o peito o mais perto do chão que
conseguir - mantenha a coluna reta e
não levante a cabeça.
Expire e estique os braços para
voltar à posição
inicial.
Alongamento: ajoelhada na toalha, com
o corpo reto e o abdome contraído,
leve os braços para trás
e entrelace os dedos, alongando, com
as palmas das mãos viradas para
fora. Em seguida, puxe os ombros para
trás e empurre o peito para a
frente. Lentamente, vá elevando
os braços até onde conseguir,
mantendo os cotovelos esticados e "segure" por
20 segundos.
Importante: Alongue antes, depois e até durante
as flexões para aumentar a flexibilidade
e reduzir a tensão muscular. O
ideal é realizar o exercício
diariamente, mas, se os músculos
dos braços e os peitorais estiverem
doloridos, pule um dia e recomece no
seguinte.
Faça os exercícios com
calma, respeitando os limites do seu
corpo. Lembre-se de que eles devem servir
ao seu bem-estar. Após os exercícios,
coloque uma música suave, deite-se
no chão e feche os olhos, respire
fundo e relaxe por alguns minutos. Você logo
vai notar a diferença! |