Reflexão

Quando se tem uma oportunidade de fazer um bem a alguém, não perca tempo, faça, pois não espere demais para dizer ou fazer alguém especial feliz. Lembre-se que, quando se faz o bem alguém, este bem volta para nós mesmo. Sou testemunho de tudo isto. Como no dia 15 de setembro, completei 69 anos e fui convidado a participar de uma reunião com algumas crianças do colégio Paulo Basílio de Oliveira, como sempre a professora Alice, me fez uma grande surpresa, ao entrar na sala estava (com uma ilustração belíssima) minhas cartas que são publicadas com a ajuda deste magnífico e amigo companheiro, Antônio Carlos e o jornal A Voz da Cidade.
Entre várias homenagens, as crianças com a orientação da professora Alice, cada uma lia uma das cartas, fazendo logo após, comentário e observações, demonstrando que todos estavam tendo uma verdadeira aula extra de educação e instrução, deixando-me muito emocionado. Depois, com uma capacidade e muita dedicação, a menina moça Poliana, declamou três textos: um deles é sobre os meninos e as meninas de rua. Mostrando o quanto nós podemos fazer alguma coisa para evitar esta desumanização, essa injustiça, enfim, esta desigualdade desta sociedade hipócrita que é esta sociedade capitalista. Talvez possa estar dando impressão que estou jogando confete para cima para que os mesmos caiam sobre mim. Não. Não é esta a minha intenção, pois não tenho esta vaidade.
O que quero é mostrar para todos que é possível educar com instrução: porque foi o que eu tive oportunidade de sentir. A professora e seus filhos, George e Alan, principalmente com a ajuda da amiga Luciana, Dona Maria e a sua nora Viviane e sua filha Viviane (com toda a sua simpatia) puderam dar a todas aquelas crianças, uma aula de educação, regada de amizade, consideração, respeito, carinho e um grande amor.
Para você caro leitor (a), ter uma idéia de tudo, quando a Poliana terminou de declamar o texto dos meninos e meninas de rua, a mãe de Gilmara, a senhora Magna, exclamou ao despedir de todos, diz que se emocionou muito agradecendo pela oportunidade de poder não só participar daquele evento, mas conhecer aquelas maravilhosas crianças junto com sua filha.
Minha intenção é pedir por quem e para quem quiser, fazer comigo esta reflexão e assim, pouco a pouco tentar mudar o mundo.


Roberto Silva
Coordenador do Meio Ambiente da Associação
de Canoeiros Defensores da Natureza