SERGIO
PEREIRA DA SILVA PORTO
O PAI DO RAIO DA VIDA
Sergio Porto nasceu em 19 de janeiro
de 1926, na cidade de Niterói-RJ.
Seus pais eram pescadores que buscavam
no mar recursos para formá-lo
na Universidade Federal do Rio de Janeiro,
em química, no ano 1947. Com bolsa
de estudo, seguiu para os Estados Unidos
para terminar seus estudos na Universidade
Johns Hopkins Baltimore, onde recebeu
o titulo de PhD na tese que apresentou
sobre as moléculas H2 e H20. Em
1954 retornou ao Brasil e passou a professor
do Instituto de Tecnologia Aeronáutica
(ITA).
Seguiu para os Estados Unidos em 1960
para trabalhar como pesquisador na Bell
Laboratórios nos testes sobre
o Raio Laser, na qual ganhou fama internacional
pelo seu trabalho de desenvolvimento
do Raio Laser, sendo considerado pioneiro
na utilização de radiação
Laser em medicina, em 1962. Sergio Porto
fez parte do grupo de cinco cientistas
que montaram e colocaram em funcionamento
o primeiro aparelho de Raio Laser. No
início da década de 60
ele recebeu da revista O Cruzeiro uma
violenta campanha sendo hostilizado e
recebendo o titulo de “descobridor
do Raio da Morte”. Na década
de 70 retornou aos Estados Unidos. Era
o começo de uma nova era. Em 1967
aceitou o convite para ser o professor
de física e engenharia elétrica
na University of Southern, na Califórnia,
prosseguindo com sua pesquisa, tornando
se uma das figuras mais renomadas no
campo de eletrônica.
Mesmo ausente do Brasil, Sergio Porto
jamais esqueceu suas origens, auxiliando
muitos estudantes talentosos, o que fez
os membros diretores da University of
Southern, Califórnia, criarem
uma bolsa de estudos que levou seu nome.
Em 1972 aceitou o convite do reitor Zeferino
Vaz e veio para Unicamp lecionar no Instituto
Física Gleb Wataghin a disciplina
física do estado sólido
e em 1974 funda o Departamento de Eletrônica
Quântica do Instituto de Física
da Unicamp. Antes de chegar a Campinas-SP
Sergio Porto participou de uma série
de Conferências na Escola da Organização
do Tratado Atlântico Norte, University
de Oxford e Estado Sólido da Matéria,
na Academia de Ciência da Rússia.
Sergio Porto faleceu durante a Conferência
Líneas/Optes, na Sibéria
Academic Town, em 21 de janeiro de 1979,
aos 53 anos. O fato ocorreu durante uma “pelada” de
futebol entre cientistas da Rússia
e do restante do mundo. Sergio Porto
teve uma parada cardíaca. Sua
perda foi sentida em todo o mundo cientifico
ao se despedir do amigo Cesar Lattes
disse “atrair e encorajar gente,
além de criar condições
materiais de trabalho”. Sergio
Porto participou da construção
do Laser que permitiu a Apolo 12 pousar
na Lua.
Em vida recebeu dezenas de honrarias,
como membro da Academia Brasileira de
Ciências e da American Physical
Society. Participou de 22 bancas de doutorado
na University Southern, Califórnia.
Orientou e participou de 16 teses de
doutorado e mais de 80 Seminários,
escreveu 133 publicações
cientificas. Foi fundador na Unicamp,
com abrangência internacional,
da Escola de Sergio Porto de Ótica
Aplicada (Espoa), voltada para alunos
pós-graduados. A escola desenvolveu
temas que estão sempre em destaque
na comunidade cientifica, tais como Aprisionamento
e Resfriamento de Átomos com Laser,
Espectroscopia, Informações
Quântica e Cristais Fotômicos
e Fibras de Cristais Fotômicos.
Sergio Porto figura hoje entre os maiores
cientistas brasileiros do século
XX como O Pai do Raio da Morte, como
divulgou a revista O Cruzeiro, mas milhares
de pacientes que nesses últimos
40 anos fizeram cirurgias oculares, cardíacas,
etc, com a presença e participação
do Raio Laser, mostraram que antes de
ser “o pai do Raio da Morte” ele
foi o pai do Raio da Vida”. Benfeitor
da Humanidade. Época de ouro da
ciência e tecnologia com destaque
para os físicos brasileiros no
conceito mundial , como César
Lattes, Sergio Porto e Marcelo Dami. |