Seriedade
com a saúde
O pouco caso como é tratada a saúde
pública em Volta Redonda chega às
raias do intolerável. Um município
que se arvora de ter uma das maiores dotações
orçamentárias do estado não
pode, evidentemente, estar no rol dos maus
prestadores de serviços à coletividade.
Um município com pequena área
geográfica, sem distritos deficitários
como ocorre com Barra Mansa e Quatis, principalmente,
que se dá ao luxo de esbanjar investimentos
em outros setores de somenos importância,
comete verdadeiro crime quando relega a
segundo plano a saúde.
O sucateamento da saúde é um
fato incontestável. As reclamações
do pessoal que trabalha no setor dão
bem a dimensão do problema. Em qualquer
faixa etária, o cidadão deixa
de receber o tratamento que merece.
Recentemente, o vereador Dr. Francisco
Chaves teve lei aprovada que obriga os
postos de saúde e hospitais municipais
a atenderem os idosos, a partir de 60 anos,
no prazo máximo de sete dias para
consultas e exames médicos, acabando
com o desrespeito ao Estatuto do Idoso
e o desleixo com a terceira idade. Os serviços
públicos da saúde em Volta
Redonda colocam o doente na indigência,
obrigando-o a rogar por um atendimento
que é de total obrigação
do município.
Talvez pela incompetência de quem
comanda a saúde pública,
os hospitais particulares crescem no município.
O contribuinte que recolhe seus impostos
em dia se vê obrigado a privar-se
de outras necessidades para pagar por um
atendimento em hospitais particulares.
Não é justo nem aceitável
o procedimento da prefeitura com a saúde
pública. A partir de agora, A VOZ
DA CIDADE estará vigilante, percorrendo
os postos de atendimento, para mostrar
todas as mazelas que se praticam no setor
contra, principalmente, os mais necessitados.
Que os milhões
gastos em praças,
jardins, fontes luminosas, calçadas
e outras extravagâncias sejam canalizados
para a saúde, para devolver a auto-estima
ao cidadão, para garantir-lhe o
mínimo do que é preceituado
por lei. O prefeito, também médico
e empresário da saúde, deve
conhecer, como poucos, as carências
do setor e se houver vontade política,
pois dinheiro não falta, a situação
poderá ser modificada. |