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O preço da traição

     Barra Mansa sofreu mais uma decepção política, ao deixar de eleger um representante para a Assembléia Legislativa, saído da chamada centro-direita. A rigor, continua o mesmo quadro, confirmando a deputada Inês Pandeló que, a bem da verdade, serve mais ao partido e aos interesses petistas, desvinculada que fica da realidade municipal.
     O vereador Ademir Melo esteve bem próximo da vitória, mercê de uma campanha bem elaborada, sem cometer todos os erros da eleição passada (repetiu, alguns, é verdade) e poderia sair consagrado das urnas e dar ao município uma representatividade legitimada pela vontade popular.
     Mais uma vez, os interesses pessoais, a mesquinhez de alguns e a vaidade de muitos, deixaram Barra Mansa órfã na Alerj. A figura do prefeito sobrenada no episódio, pela traição cometida contra o vereador Ademir Melo, ao deixar de apoiá-lo e, ainda, lançando candidata a sua mulher.
     Se as forças fossem concentradas em Ademir, como era esperado e prometido, ele seria um dos deputados mais votados na região dentro do seu partido.
     Mas, a vaidade do prefeito, a sua falta de personalidade para honrar as parcerias, prevaleceram sobre os interesses maiores da coletividade.
     Ademir não se elegeu e o prefeito também não elegeu a sua mulher. Mas, o seu ego deve estar alimentado, é o que lhe importa.
     Ademir pode continuar de cabeça erguida, pois ele soube, como poucos, cumprir com o seu dever de cidadão, mesmo se expondo à traição de um aliado, que nunca lhe deu a recíproca.
     Que sirva de lição ao vereador e que, já no próximo ano, quando se espera que ele inicie a sua campanha para prefeito, ele saiba escolher melhor os seus aliados e fuja dos fariseus que infestam a nossa política.
     O futuro político de Barra Mansa passa, invariavelmente, por Ademir Melo, em quem são depositadas as esperanças de milhares de cidadãos, desiludidos com a malta que se encastelou na prefeitura.