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Equilíbrio nas contas

     A Companhia Siderúrgica Nacional está anunciando um lucro de R$ 334 milhões no terceiro trimestre, acumulando um ganho líquido de R$ 1,084 milhão somente nos primeiros nove meses deste ano.
     Apesar dos números altíssimos, a empresa registrou queda de 34,4% em relação ao mesmo período de 2005, quando atingiu a marca de R$ 1,563 bilhão.
     No terceiro trimestre, o lucro caiu 35,3%. Os números negativos são causados, principalmente, pelo acidente e paralisação do Alto-Forno 3.
     Mesmo assim, a empresa privatizada demonstra equilíbrio em suas contas, mantendo-se em ascendência da Usina Presidente Vargas, que acaba de obter a licença para instalação da CSN Cimentos, com previsão de funcionamento para novembro de 2007.
     A produção inicial é estimada em dois milhões de toneladas por ano, utilizando somente a moagem, que ficará em Volta Redonda. Com a ativação da unidade de Casa de Pedra, prevista para o fim de 2008, a sua produção deve subir para 2,4 milhões de toneladas.
     A administração da CSN vem superando todas as dificuldades com a paralisação do Alto-Forno 3 e seu crescimento não sofreu interrupção, provando que a empresa, deficitária quando estatal, tornou-se numa grande fonte geradora de recursos com a sua linha de produção.
     A CSN tem planos mais arrojados, com o anúncio da fábrica de aços não planos, com capacidade produtiva de 500 mil toneladas por ano, para atender a um mercado estimado em seis milhões de toneladas.
     O acesso fácil à matéria-prima, a preços acessíveis e o crescimento projetado para o mercado de construção animaram a CSN nesse empreendimento.