Já encheu
Se a intenção era encher
a paciência do povo, a deputada Inês
Pandeló (PT) alcançou, com
méritos, o seu objetivo com referência à volta
do Trem Mineiro.O assunto foi usado amplamente
na sua campanha para a reeleição,
embora todo cidadão dotado de bom
senso já tenha se conscientizado
de que a volta do trem mineiro, pelo envolvimento
político de dois estados e o alto
custo para a recuperação
das estações e dos equipamentos
(máquinas e vagões), é improvável
ou até impossível.
Agora, o presidente da Associação
Rio-Minas Trem Mineiro, o barramansense
Juarez de Magalhães, vem para os
jornais informar a assinatura de convênio
com a Universidade Federal de Lavras para
instalar, naquele município mineiro,
o museu ferroviário.
Tudo bem
que esse convênio redunde
na criação desse museu, mas
daí o associar à volta aos
trilhos das composições é brincadeira. É a
técnica própria do PT e louvável,
diga-se de passagem, de alimentar um assunto
que ele mesmo sabe da sua improbabilidade,
com matérias plantadas na imprensa,
mantendo aquecido naquilo que lhe interessa.
A assinatura do convênio foi tão
importante que teve a presença somente
de um prefeito, Alfredo de Oliveira (PT),
de Quatis, num assunto que deveria interessar
a uma dezena de outros prefeitos das cidades
localizadas ao longo do ramal ferroviário
que liga Barra Mansa ao Estado de Minas
Gerais.
O assunto já se arrasta há mais
de quatro anos e se houvesse uma chance
sequer de se tornar realidade já teria
acontecido, ainda mais que todo o movimento é orquestrado
pelo Partido dos Trabalhadores, justamente
o que vem governando o país durante
esse tempo.
No mais, é parodiar o bom e acolhedor
povo das Minas Gerais: "Se você está esperando
o Trem Mineiro, é melhor esperar
sentado, pois de pé você vai
se cansar, uai"...
Sentado? Não seria melhor deitado? |