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Administrador democrático

     O corregedor geral e consultor jurídico da Prefeitura de Barra Mansa, advogado Ronaldo Barbosa, ao comentar o Plano de Cargos e Salários (PSC) que deverá ser discutido com os funcionários afirmou que o prefeito - administrador democrático - quer total transparência em torno dessa discussão.
     O epíteto que o advogado dá ao prefeito corresponde, justamente, ao contrário do seu significado. Como rotular de administrador democrático um cidadão que vem se negando a dialogar com a categoria da qual faz parte; que se enclausura no seu gabinete, fugindo das lideranças comunitárias; que toma medidas até mesmo dentro do partido político de forma ditatorial; que persegue os funcionários que não rezam na sua cartilha; que não reconhece a soberania da Câmara de Vereadores como poder constituído; que proíbe a circulação do nosso jornal na prefeitura, porque não tolera ser contrariado; entre uma dezena de outras atitudes mesquinhas e, sobretudo, antidemocráticas.
     Com todo o respeito que o Dr. Ronaldo Barbosa merece da comunidade e da imprensa, pela sua trajetória na brilhante carreira profissional, ele deu uma “escorregada” sem precedentes, até porque não precisa se juntar à queles que fazem do puxa-saquismo a escada para o seu sucesso. Tudo que ele hoje representa foi conquistado com capacidade e o cargo que ocupa ajusta-se perfeitamente ao seu perfil profissional.
     Mas, chamar o prefeito de Barra Mansa de “administrador democrático”, convenhamos, até mesmo entre aspas fica faltando espaço para tal sandice. O "prefeito democrático" está há quase seis anos no cargo e somente agora resolve falar no PCS que tantas reclamações gera no funcionalismo.
     Onde está o aumento que o funcionalismo vem mendigando ao prefeito? Onde estão as conquistas que ele tirou da categoria, gerando uma avalanche de processos na Justiça? Como ficam os funcionários efetivos preteridos pelos protegidos do prefeito? Onde fica o respeito à liberdade da imprensa em apontar os erros e criticar as falhas administrativas?
     São indagações que ficam sem respostas, justamente porque falta ao prefeito um mínimo de espírito democrático, um resquício que seja de vontade política de administrar com o povo e pelo povo.
     Administrador democrático, francamente, é demais.