Câmeras
inócuas
As câmeras instaladas nas ruas de
Barra Mansa, a um custo bem elevado, falharam
no primeiro teste a que foram submetidas.
Na recente episódio da Praça
da Liberdade, as câmeras se revelaram
inócuas, nada contribuindo para
a identificação das pessoas
e dos veículos envolvidos.
O que foi mostrado foram silhuetas de pessoas,
não identificáveis nos filmes,
perdendo-se uma excelente oportunidade
de demonstrar a sua operosidade.
As câmeras têm sido competentes
para mostrar placas de veículos
que avançam os sinais, transitam
ou estacionam em locais proibidos. A sua
finalidade seria somente a de fiscalizar
o trânsito, tornando-se num instrumento
para multar os motoristas infratores? Se
assim for, o investimento que se faz com
o dinheiro do contribuinte terá sido
em vão.
Os operadores do sistema não mostraram
a placa do carro que conduziu os autores
do crime nem focalizaram, ainda que de
relance, os envolvidos. Como existem outras
câmeras, seria o caso até de
rastrear o veículo, para estabelecer
a sua rota de fuga, como ocorre em outros
municípios, onde se utiliza desse
mesmo dispositivo.
Na verdade, no primeiro teste para valer,
as câmeras redundaram em tremendo
fracasso. Interessante é que as
matérias saídas da assessoria
da prefeitura destacavam as imagens, sem
nenhuma qualidade e que em nada, absolutamente
em nada, contribuíram com as autoridades
policiais.
Se as câmeras foram instaladas para
garantir a segurança do cidadão,
alguma providência deve ser tomada
com urgência. Ou os aparelhos estão
colocados de forma irregular, não
permitindo um ângulo total da área
sob sua cobertura ou os operadores não
foram convenientemente treinados.
O que não pode ocorrer é a
prefeitura investir alto nessa tecnologia
e ela se revelar inócua quando a
comunidade dela realmente necessita. |