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Governar um estado como o Rio de Janeiro,
com características específicas em cada região,
exige cuidadosa atenção a suas necessidades
e vocações. A partir dessa constatação,
fixei como marca de minha administração o contato
pessoal e permanente com autoridades e a comunidade de nossos
municípios para estabelecermos as formas de trabalhar
em conjunto para levar o desenvolvimento e melhorar as condições
de vida da população de todas as cidades.Foi
o que fiz no dia 24, durante visita a Campos dos Goytacazes,
onde conversei com empresários e prefeitos do Norte
Fluminense e pude anunciar iniciativas concretas do governo
estadual em benefício da região. A primeira é a
retomada das obras de construção de nova via,
no valor de R$ 2,3 milhões, com o objetivo de melhorar
o acesso ao Codin, o distrito industrial de Campos, e atrair
ainda mais empresas.
Também tive a oportunidade de divulgar que foi acertada
a conclusão da Bio-Fábrica de cana-de-açúcar
em parceria com a prefeitura, que irá investir R$ 300
mil na obra. A questão está sendo acertada entre
as secretarias de Agricultura do município e do estado,
com apoio da Fenorte (Fundação Estadual do Norte
Fluminense), para compensar a perda de dois milhões
de toneladas este ano com a melhoria da qualidade da cana produzida
na região.
Igualmente produtiva foi a visita às obras da ponte
que está sendo construída sobre o Rio Paraíba
do Sul. O primeiro vão será concluído
em 40 dias e o segundo em 60, quando estarei de volta a Campos
para entregar a nova ponte à população
da cidade. Observei também as condições
da ponte General Dutra, interditada devido ao afundamento causado
pelas fortes chuvas que castigaram o estado. Já existe
estudo para a implosão de dois pilares, para que seja
construída uma ponte de ferro por cima da que foi danificada.
O almoço com empresários da região, na
Câmara de Dirigentes Lojistas, foi ótimo para
dar a boa notícia de que uma draga estava sendo trazida
para ajudar na limpeza dos canais. Melhor notícia ainda
foi a de que vamos investir R$ 130 milhões na limpeza
de canais em todo o estado. Eu tinha vindo de reunião
com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID), que irá financiar estudos para ajudar a enfrentar
essa questão das enchentes.
Durante encontro com representantes do setor agrícola
e agroindustrial e prefeitos de Campos, Quissamã, São
Francisco do Itabapoana, São João da Barra, Cardoso
Moreira e Macaé, tomei a decisão de liberar R$
1,8 milhão para a contratação de máquinas
com o objetivo de drenar rapidamente as áreas alagadas.
A prioridade da minha visita foi ouvir as reivindicações
da população do Norte fluminense, e o que escutei
reforçou meu otimismo em relação a essa
parceria com a cidade de Campos para os próximos quatro
anos. A região, sem sombra de dúvida, irá se
beneficiar muito dessa integração entre governos
federal, estadual e prefeituras. |
Sérgio
Cabral
Governador do Estado do Rio de Janeiro
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A humanidade, às vezes, dá um
passo à frente e dois atrás, mas sempre acaba
por retomar o caminho do aperfeiçoamento das relações
humanas e dos primados civilizatórios. Se a uma época
de paz sucedem ódios e guerras, e regimes democráticos
são atropelados por ditaduras - felizmente, efêmeras
- o sentimento de liberdade, o mais caro ao ser humano, acaba
por colocar os trilhos nos eixos.
Como não podia deixar de ser, também a sociedade
brasileira, aos trancos e barrancos, tem superado crises e
aperfeiçoado seu sistema de representação
política. A cada eleição sai fortalecido
o regime democrático, apesar das graves distorções
e brechas na lei que permitem ainda a emasculação
do verdadeiro significado da representação popular.
Entretanto, avançamos. Se compararmos o quadro de hoje
com o existente na República Velha, quando imperava
a prática nefasta do bico de pena - varrida pela Revolução
de 30 - constatamos que demos um grande salto qualitativo em
nosso sistema eleitoral e universalizamos o direito do cidadão
de escolher seus representantes.
É
claro que temos que avançar muito mais. Isso significa,
entre outras medidas, prestigiar os partidos políticos
que, de fato, representem amplos segmentos da sociedade, introduzir
na legislação a fidelidade partidária
e a cláusula de desempenho e normatizar o financiamento
de campanha, sem prejuízo dos direitos proporcionais
das minorias.
Na Câmara Federal tramita, atualmente, o projeto de lei
2.003, que trata da reforma política. Um dos temas mais
candentes é a adoção do voto distrital,
que aproximaria o eleitor do candidato, facilitando a fiscalização
do seu mandato. Há duas propostas em discussão:
o voto distrital puro e o voto distrital misto. O primeiro
não conta com meu apoio, pois diminuiria o pluralismo
político e impediria a participação das
minorias. Sou favorável, portanto, ao voto distrital
misto, muito mais democrático, desde que a lista dos
candidatos seja escolhida por todos os membros do partido e
não apenas pelos caciques.
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Noel
de Carvalho
Secretário Estadual de Habitação
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