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Edição 10.872 - Quarta-feira, 31 de janeiro de 2007 - ANO XXXVII - Estado do Rio de Janeiro     
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Visita ao interior

     Governar um estado como o Rio de Janeiro, com características específicas em cada região, exige cuidadosa atenção a suas necessidades e vocações. A partir dessa constatação, fixei como marca de minha administração o contato pessoal e permanente com autoridades e a comunidade de nossos municípios para estabelecermos as formas de trabalhar em conjunto para levar o desenvolvimento e melhorar as condições de vida da população de todas as cidades.Foi o que fiz no dia 24, durante visita a Campos dos Goytacazes, onde conversei com empresários e prefeitos do Norte Fluminense e pude anunciar iniciativas concretas do governo estadual em benefício da região. A primeira é a retomada das obras de construção de nova via, no valor de R$ 2,3 milhões, com o objetivo de melhorar o acesso ao Codin, o distrito industrial de Campos, e atrair ainda mais empresas.
     Também tive a oportunidade de divulgar que foi acertada a conclusão da Bio-Fábrica de cana-de-açúcar em parceria com a prefeitura, que irá investir R$ 300 mil na obra. A questão está sendo acertada entre as secretarias de Agricultura do município e do estado, com apoio da Fenorte (Fundação Estadual do Norte Fluminense), para compensar a perda de dois milhões de toneladas este ano com a melhoria da qualidade da cana produzida na região.
     Igualmente produtiva foi a visita às obras da ponte que está sendo construída sobre o Rio Paraíba do Sul. O primeiro vão será concluído em 40 dias e o segundo em 60, quando estarei de volta a Campos para entregar a nova ponte à população da cidade. Observei também as condições da ponte General Dutra, interditada devido ao afundamento causado pelas fortes chuvas que castigaram o estado. Já existe estudo para a implosão de dois pilares, para que seja construída uma ponte de ferro por cima da que foi danificada.
     O almoço com empresários da região, na Câmara de Dirigentes Lojistas, foi ótimo para dar a boa notícia de que uma draga estava sendo trazida para ajudar na limpeza dos canais. Melhor notícia ainda foi a de que vamos investir R$ 130 milhões na limpeza de canais em todo o estado. Eu tinha vindo de reunião com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que irá financiar estudos para ajudar a enfrentar essa questão das enchentes.
     Durante encontro com representantes do setor agrícola e agroindustrial e prefeitos de Campos, Quissamã, São Francisco do Itabapoana, São João da Barra, Cardoso Moreira e Macaé, tomei a decisão de liberar R$ 1,8 milhão para a contratação de máquinas com o objetivo de drenar rapidamente as áreas alagadas.
     A prioridade da minha visita foi ouvir as reivindicações da população do Norte fluminense, e o que escutei reforçou meu otimismo em relação a essa parceria com a cidade de Campos para os próximos quatro anos. A região, sem sombra de dúvida, irá se beneficiar muito dessa integração entre governos federal, estadual e prefeituras.

Sérgio Cabral
Governador do Estado do Rio de Janeiro

OBS: TEXTO SEM REVISÃO

Avanços da democracia

     A humanidade, às vezes, dá um passo à frente e dois atrás, mas sempre acaba por retomar o caminho do aperfeiçoamento das relações humanas e dos primados civilizatórios. Se a uma época de paz sucedem ódios e guerras, e regimes democráticos são atropelados por ditaduras - felizmente, efêmeras - o sentimento de liberdade, o mais caro ao ser humano, acaba por colocar os trilhos nos eixos.
     Como não podia deixar de ser, também a sociedade brasileira, aos trancos e barrancos, tem superado crises e aperfeiçoado seu sistema de representação política. A cada eleição sai fortalecido o regime democrático, apesar das graves distorções e brechas na lei que permitem ainda a emasculação do verdadeiro significado da representação popular. Entretanto, avançamos. Se compararmos o quadro de hoje com o existente na República Velha, quando imperava a prática nefasta do bico de pena - varrida pela Revolução de 30 - constatamos que demos um grande salto qualitativo em nosso sistema eleitoral e universalizamos o direito do cidadão de escolher seus representantes.
     É claro que temos que avançar muito mais. Isso significa, entre outras medidas, prestigiar os partidos políticos que, de fato, representem amplos segmentos da sociedade, introduzir na legislação a fidelidade partidária e a cláusula de desempenho e normatizar o financiamento de campanha, sem prejuízo dos direitos proporcionais das minorias.
     Na Câmara Federal tramita, atualmente, o projeto de lei 2.003, que trata da reforma política. Um dos temas mais candentes é a adoção do voto distrital, que aproximaria o eleitor do candidato, facilitando a fiscalização do seu mandato. Há duas propostas em discussão: o voto distrital puro e o voto distrital misto. O primeiro não conta com meu apoio, pois diminuiria o pluralismo político e impediria a participação das minorias. Sou favorável, portanto, ao voto distrital misto, muito mais democrático, desde que a lista dos candidatos seja escolhida por todos os membros do partido e não apenas pelos caciques.

Noel de Carvalho
Secretário Estadual de Habitação

OBS: TEXTO SEM REVISÃO

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