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Edição 10.878 - Terça-feira, 6 de fevereiro de 2007 - ANO XXXVII - Estado do Rio de Janeiro     
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Seguindo Sêneca

     Para muitos, a palavra municipalismo não passa de um conceito abstrato, de um palavrório sem fim de políticos. Graças a Deus, esse número tem sido cada vez menor. O que vemos hoje é um meio político mais consciente, interessado em construir uma nova realidade para a população brasileira. E, melhor, compreendendo que o desenvolvimento do país começa no fortalecimento da primeira célula política: a cidade. Sem o fortalecimento dos municípios, teremos a construção de um abismo cada vez maior entre o desenvolvimento e o povo.
     Sou municipalista por convicção, por já ter sido prefeito e por acreditar, de todo o meu coração, que, assim como em Biologia ou Química, o poder transformador está na origem. A construção de um governo virtual, sem tocar o povo, é algo que não funciona sequer em filmes de ficção científica. Daí, a nossa batalha por uma atenção maior aos municípios. Não apenas liberando recursos, mas, antes, definindo as competências, direitos e deveres de cada um, para que a política possa evoluir.
     Lembro que o jovem filósofo e advogado Sêneca, nascido na Espanha em 4a.C, dizia que os homens podem dividir-se em dois grupos: os que seguem em frente e fazem alguma coisa e os que vão atrás a criticar. Nossa opção é pelo trabalho, pelo desenvolvimento, pelo progresso. O governador Sérgio Cabral tem pedido, a cada dia, que se reforce o interior, para que o Rio de Janeiro possa crescer como um todo.
     Estaremos trabalhando em prol desse crescimento, de forma harmônica a permitir que todo o estado floresça. Não nos ateremos apenas a novos projetos, mas também nos dedicaremos àqueles que vinham sendo implementados em todo o estado, como, por exemplo, os pólos automobilístico e siderúrgico, no Médio Paraíba e Grande Rio, respectivamente, o pólo de moda íntima de Nova Friburgo – responsável por 25% de toda a produção nacional – e o pólo de pedras ornamentais, em Santo Antonio de Pádua.
     Para nós, que defendemos o municipalismo, não há como dissociar o desenvolvimento de uma política de fortalecimento das cidades. Apenas no dia em que todos os municípios brasileiros receberem investimentos para seu pleno desenvolvimento, poderemos acreditar em uma nação, realmente, de futuro. Por enquanto, ainda nos resta conscientizar os políticos de todas as esferas para as mudanças necessárias para que o Brasil possa, verdadeiramente, chegar ao século XXI.

Luiz Fernando Pezão
Vice-governador e secretário de Estado de Obras

OBS: TEXTO SEM REVISÃO

Luta contra Aids

     Estima-se que haja no Brasil 240 mil mulheres em idade reprodutiva portadoras do vírus HIV. O mais grave é que boa parte delas nem sequer desconfia estar contaminada, mas acabará desenvolvendo a doença e transmitindo o vírus, inclusive para os filhos, no período de gestação. Trata-se, portanto, de uma questão prioritária de saúde pública a ser enfrentada pelo país, considerando a premência de deter o avanço da epidemia entre crianças e jovens. Há um dado mundial que mostra o quanto é prioritária esta mobilização: metade das novas infecções por HIV ocorre entre pessoas jovens, seis mil por dia, e a população feminina é desproporcionalmente afetada. Entre as pessoas abaixo dos 24 anos vivendo com Aids, dois terços são mulheres.
     Felizmente, parecem ocorrer avanços nesse campo. É o que se pode aferir dos resultados do VI Congresso Brasileiro de Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids, realizado em novembro, na cidade de Belo Horizonte. Um tanto despercebido da opinião pública a nível nacional, o evento marcou o anúncio de realização do Plano Nacional de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids. Trata-se de iniciativa conjunta do Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, que contará com o importante apoio do Fundo de População das Nações Unidas.
     O plano será oficialmente lançado em 2007, no Dia Internacional da Mulher, 8 de março. Uma das ações propostas no âmbito do programa é uma pesquisa sobre as brasileiras que têm Aids. Complementa o trabalho pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, sobre a prevalência do HIV entre gestantes.

Ricardo de Paula
Médico é conselheiro administrativo da Avimed

OBS: TEXTO SEM REVISÃO

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