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Edição 10.885 - Terça-feira, 13 de fevereiro de 2007 - ANO XXXVII - Estado do Rio de Janeiro     
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Acusados do crime da comerciante depõem no Fórum

Carlos Henrique

RESENDE - O comerciante Jocely Reginaldo da Silva, acusado de mandar matar a ex-mulher, a também comerciante Maria Gildete dos Santos, conhecida como Gil, prestará depoimento hoje, às 15 horas, no Fórum de Resende, ao juiz Luís André Bruzzi, da Vara Criminal. O Juiz também ouvirá os executores do crime, Júlio César da Fonseca e Álvaro Ribeiro da Silva. O crime aconteceu no mês passado, dentro da padaria de Gil, localizado no bairro Morada do Contorno.
O assassinato de Maria Gildete chocou a cidade e aconteceu na tarde do dia 13 de janeiro. Segundo testemunhas, Gil estava no interior de sua padaria quando um dos atiradores entrou e a executou com três tiros na cabeça. O motivo do crime, segundo investigações da polícia, seria por questões financeiras. “Ela e o ex-marido travavam uma batalha na justiça relacionada à partilha de bens”, disse na época, o delegado titular da 89ª DP, Marco Antônio Alves.
Baseado na confissão dos atiradores, presos em flagrante, a justiça determinou a prisão preventiva de Jocely. “Eles confessaram que receberam de Jocely R$ 1 mil cada um para fazer o serviço”, revelou o delegado. O que mais chocou todos na elucidação do crime foi a frieza do comerciante que ainda esteve no velório e chorou à beira do caixão da ex-mulher.
No bairro Cidade da Alegria, onde Gil morou e era conhecida, parentes e amigos mantêm, desde sua morte, uma faixa pedindo justiça. Eles também prometem uma manifestação em frente ao Fórum, durante o depoimento.
O advogado da família da vítima revelou que chegou até ele uma informação extra-oficial de que os advogados de defesa usariam a estratégia de crime de latrocínio (homicídio seguido de roubo) para a morte da comerciante. A estratégia, segundo o advogado, livraria o ex-marido da acusação de ter participado do crime. “Mas até o momento, o que me consta nada foi roubado da padaria de minha cliente, o que derrubaria a alegação da defesa”, comentou.


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