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RESENDE - O comerciante Jocely Reginaldo
da Silva, acusado de mandar matar a ex-mulher, a também
comerciante Maria Gildete dos Santos, conhecida como Gil,
prestará depoimento hoje, às 15 horas, no Fórum
de Resende, ao juiz Luís André Bruzzi, da Vara
Criminal. O Juiz também ouvirá os executores
do crime, Júlio César da Fonseca e Álvaro
Ribeiro da Silva. O crime aconteceu no mês passado,
dentro da padaria de Gil, localizado no bairro Morada do
Contorno.
O assassinato de Maria Gildete chocou a cidade e aconteceu
na tarde do dia 13 de janeiro. Segundo testemunhas, Gil estava
no interior de sua padaria quando um dos atiradores entrou
e a executou com três tiros na cabeça. O motivo
do crime, segundo investigações da polícia,
seria por questões financeiras. “Ela e o ex-marido
travavam uma batalha na justiça relacionada à partilha
de bens”, disse na época, o delegado titular
da 89ª DP, Marco Antônio Alves.
Baseado na confissão dos atiradores, presos em flagrante,
a justiça determinou a prisão preventiva de
Jocely. “Eles confessaram que receberam de Jocely R$
1 mil cada um para fazer o serviço”, revelou
o delegado. O que mais chocou todos na elucidação
do crime foi a frieza do comerciante que ainda esteve no
velório e chorou à beira do caixão da
ex-mulher.
No bairro Cidade da Alegria, onde Gil morou e era conhecida,
parentes e amigos mantêm, desde sua morte, uma faixa
pedindo justiça. Eles também prometem uma manifestação
em frente ao Fórum, durante o depoimento.
O advogado da família da vítima revelou que
chegou até ele uma informação extra-oficial
de que os advogados de defesa usariam a estratégia
de crime de latrocínio (homicídio seguido de
roubo) para a morte da comerciante. A estratégia,
segundo o advogado, livraria o ex-marido da acusação
de ter participado do crime. “Mas até o momento,
o que me consta nada foi roubado da padaria de minha cliente,
o que derrubaria a alegação da defesa”,
comentou. |