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Edição 10.889 - Sábado, 17 de fevereiro de 2007 - ANO XXXVII - Estado do Rio de Janeiro     
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Habitação em novo ritmo

Nunca foram tão boas as perspectivas de uma estreita colaboração com o governo federal em todas as áreas, início de importantes parcerias entre a União, o Estado do Rio de Janeiro e seus municípios.
O Primeiro Encontro Estadual de Habitação e Regularização Fundiária, que realizamos na cidade do Rio, foi um indicativo seguro dessa nova relação e reverteu-se do mais alto significado. Tanto pelo seu objetivo principal, que era discutir e criar um Plano de Ação e Esforço Conjunto no Setor Habitacional, como pelas autoridades presentes, representando os poderes federal, estadual e municipal. Este encontro marcou o início de parcerias que, não tenho dúvida, darão bons frutos, já a curto e médio prazos.
Um novo enfoque caracteriza este esforço comum pela habitação. Vemos o Estado não mais como coordenador, mas como facilitador, ajudando na superação de entraves burocráticos, indicando fontes de financiamento, elaborando projetos e dando assistência técnica e jurídica às prefeituras, interagindo com todos os parceiros nesse desafio de reduzir drasticamente nosso déficit habitacional, estimado em 800 mil unidades.
É tarefa nossa também legalizar milhões de habitações que existem, de fato, mas não são reconhecidas pelo poder público, como: favelas, conjuntos habitacionais, loteamentos, assentamentos e outras formas precárias de habitação.
Em Resende dupliquei o número de moradias. Casas decentes, dispondo de água, rede de esgoto, energia e construídas em áreas urbanizadas, dispondo de praças, equipamentos comunitários e acesso fácil aos meios de transporte. Foi um aprendizado e me deu um bom know-how, útil neste novo desafio de tocar os projetos da Secretaria de Estado de Habitação e suas parcerias, a convite do governador Sérgio Cabral.
Espero que em breve todos os 92 municípios fluminenses estejam cadastrados no Sistema Nacional de Habitação, para que possam se habilitar a receber os recursos do Fundo Nacional de Habitação. Para isto é necessário que o estado e os municípios tenham aprovado por lei seus Fundos de Habitação e Conselho Gestor, como também seus Planos Anual e Plurianual de Habitação.
Neste curto tempo à frente da SEH, alguns passos importantes foram dados: o ITERJ - Instituto de Terras do Estado do Rio de Janeiro foi incorporado à secretaria, instrumento importante para deslancharmos projetos na área de habitação e regularização fundiária. Com a regularização, teremos áreas sem gravames e desoneradas, disponíveis para a construção.
Com o apoio do desembargador Luiz Zveiter, conseguimos reverter o absurdo aumento para averbação do habite-se de 2.400% para casas populares, mantendo-se os atuais R$18,56.
Durante reunião em Brasília para apresentação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para habitação, e os projetos incluídos no PPI - Projeto-Piloto de Investimento - reivindicamos para nosso estado investimentos federais no valor de R$662,8 milhões para construção de moradias, urbanização e infra-estrutura em conjuntos habitacionais, favelas e assentamentos. Nossa proposta ao Ministério das Cidades contempla a construção de 25 mil e 858 casas, além de melhorias e regularização fundiária. Estamos no início de um tempo virtuoso.

Noel de Carvalho
Secretário Estadual de Habitação

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