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BARRA MANSA - As reclamações
em relação ao mau funcionamento dos orelhões
da cidade partem de moradores de diversos bairros, porém
o problema não atinge somente localidades distantes
do Centro.
Segundo a balconista Luciana Liz, 28 anos, moradora do bairro
Estamparia, os orelhões do local nem sempre estão
em funcionamento. “Semana passada saí à procura
de orelhões que estivessem funcionando porque no meu
bairro todos estavam mudos. Só consegui ligar em um
aparelho perto do Centro da cidade, onde também eles
vivem estragados”, relata.
O comerciante Marciano Ribeiro, 57 anos, morador do bairro
São Genaro, diz que há poucos dias um dos orelhões
do bairro foi consertado. “O pessoal da Telemar arrumou,
mas demorou uns 15 dias até nos atender”, conta,
acrescentando que os dois orelhões do local não
atendem à demanda de moradores. “Um dos orelhões
fica na entrada do bairro e o outro, no final. Quando um
pára de funcionar os moradores têm que sair
daqui e andar uns dez minutos para usar o outro”, diz.
Ele ressalta que em casos de emergência isso pode prejudicar
o atendimento a alguém.
O aposentado Walmiro Fabiano, 57 anos, residente na Vila
Independência, diz que solicitou três vezes o
conserto do aparelho localizado na Rua Manoel Pires, mas
o defeito persiste. Segundo ele, desde janeiro a tecla do
dígito 1 do telefone não funciona, o que impossibilita
a realização de ligações contendo
esse número. Para ele, isso é algo simples
de resolver e a demora para efetivar o conserto é um
desrespeito à população. “Não
consigo mais falar com alguns parentes que moram longe”,
reclama, acrescentando que precisa caminhar uma longa distância
para usar um telefone.
TELEMAR
Segundo o setor de Comunicação da Telemar,
no Centro e nos bairros Estamparia, Saudade, Colônia,
Boa Sorte e Verbo Divino existem mais de 350 telefones públicos,
e acrescenta que hoje o sistema de controle da empresa indica
que, em média, 95,1% deles estão em funcionamento.
A companhia telefônica acrescenta que a maioria dos
orelhões sofre danos por vandalismo, pois são
instalados em vias e estabelecimentos públicos, lembrando
que locais sem iluminação e policiamento são
os mais prejudicados. Informou ainda que a Telemar mantém
verificação da rede, além de técnicos
que buscam identificar os danos aos aparelhos para que possam
solucionar o problema. A empresa afirma ainda que as informações
sobre orelhões danificados contribuem para o reparo
dos danos, contribuindo para o cumprimento do Programa de
Metas de Qualidade estabelecido pela Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel).
Quanto à distribuição de orelhões
nos bairros, a empresa informa que atualmente, em todas as
localidades de sua cobertura, para cada mil habitantes existem
seis telefones públicos, que estão distribuídos
para que não haja deslocamento dos moradores por mais
de 300 metros de qualquer ponto para acesso ao orelhão,
seguindo normas da Anatel. A operadora informa também
que o bairro São Genaro encontra-se dentro desses
parâmetros, acrescentando que a companhia fará análise
para verificar a viabilidade de se instalar novos telefones
públicos no local.
Quais as principais reclamações em relação
aos orelhões da cidade?
“Minha família mora na Colônia e reclama
dos orelhões do bairro. Dias atrás cheguei
de São Paulo e nenhum orelhão próximo à rodoviária
funcionava. Só encontrei um telefone bom na Praça
da Matriz e mesmo assim depois de testar uns dois.”
Claudemir Rogério da Silva, 33 anos, pintor de automóveis
que reside em São Paulo
“No meu bairro todos vivem fora de operação.
Não é falta de telefone e sim de qualidade
e o problema não é só nos bairros mais
afastados, no Centro isso também acontece.”
Marina Marília Xavier de Oliveira, 21 anos, auxiliar
de escritório, moradora da Boa Sorte
“Onde moro tem vários orelhões, mas
nenhum funciona. Não adianta ter muitos e estar todos
sem funcionamento. O certo é aliar quantidade e qualidade
no serviço, o que não acontece.”
Luiz Carlos Guimarães,
36 anos, professor, residente no bairro Saudade
“No meu bairro tem dois orelhões e só um
está funcionando. Quando os dois estão quebrados,
temos que andar até encontrar algum e muitas vezes
só conseguimos ligar nos telefones da Praça
da Matriz, que também vivem com problemas.”
Tatiana
Regina, 30 anos, vendedora, moradora do bairro Verbo Divino
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