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Edição 10.923 - Sexta-feira, 23 de março de 2007 - ANO XXXVII - Estado do Rio de Janeiro     
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TELEFONES
Orelhões não funcionam
Reclamações são constantes em vários bairros da cidade

Lara Guimarães

BARRA MANSA - As reclamações em relação ao mau funcionamento dos orelhões da cidade partem de moradores de diversos bairros, porém o problema não atinge somente localidades distantes do Centro.
Segundo a balconista Luciana Liz, 28 anos, moradora do bairro Estamparia, os orelhões do local nem sempre estão em funcionamento. “Semana passada saí à procura de orelhões que estivessem funcionando porque no meu bairro todos estavam mudos. Só consegui ligar em um aparelho perto do Centro da cidade, onde também eles vivem estragados”, relata.
O comerciante Marciano Ribeiro, 57 anos, morador do bairro São Genaro, diz que há poucos dias um dos orelhões do bairro foi consertado. “O pessoal da Telemar arrumou, mas demorou uns 15 dias até nos atender”, conta, acrescentando que os dois orelhões do local não atendem à demanda de moradores. “Um dos orelhões fica na entrada do bairro e o outro, no final. Quando um pára de funcionar os moradores têm que sair daqui e andar uns dez minutos para usar o outro”, diz. Ele ressalta que em casos de emergência isso pode prejudicar o atendimento a alguém.
O aposentado Walmiro Fabiano, 57 anos, residente na Vila Independência, diz que solicitou três vezes o conserto do aparelho localizado na Rua Manoel Pires, mas o defeito persiste. Segundo ele, desde janeiro a tecla do dígito 1 do telefone não funciona, o que impossibilita a realização de ligações contendo esse número. Para ele, isso é algo simples de resolver e a demora para efetivar o conserto é um desrespeito à população. “Não consigo mais falar com alguns parentes que moram longe”, reclama, acrescentando que precisa caminhar uma longa distância para usar um telefone.

TELEMAR
Segundo o setor de Comunicação da Telemar, no Centro e nos bairros Estamparia, Saudade, Colônia, Boa Sorte e Verbo Divino existem mais de 350 telefones públicos, e acrescenta que hoje o sistema de controle da empresa indica que, em média, 95,1% deles estão em funcionamento. A companhia telefônica acrescenta que a maioria dos orelhões sofre danos por vandalismo, pois são instalados em vias e estabelecimentos públicos, lembrando que locais sem iluminação e policiamento são os mais prejudicados. Informou ainda que a Telemar mantém verificação da rede, além de técnicos que buscam identificar os danos aos aparelhos para que possam solucionar o problema. A empresa afirma ainda que as informações sobre orelhões danificados contribuem para o reparo dos danos, contribuindo para o cumprimento do Programa de Metas de Qualidade estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Quanto à distribuição de orelhões nos bairros, a empresa informa que atualmente, em todas as localidades de sua cobertura, para cada mil habitantes existem seis telefones públicos, que estão distribuídos para que não haja deslocamento dos moradores por mais de 300 metros de qualquer ponto para acesso ao orelhão, seguindo normas da Anatel. A operadora informa também que o bairro São Genaro encontra-se dentro desses parâmetros, acrescentando que a companhia fará análise para verificar a viabilidade de se instalar novos telefones públicos no local.

Quais as principais reclamações em relação aos orelhões da cidade?

“Minha família mora na Colônia e reclama dos orelhões do bairro. Dias atrás cheguei de São Paulo e nenhum orelhão próximo à rodoviária funcionava. Só encontrei um telefone bom na Praça da Matriz e mesmo assim depois de testar uns dois.”
Claudemir Rogério da Silva, 33 anos, pintor de automóveis que reside em São Paulo


“No meu bairro todos vivem fora de operação. Não é falta de telefone e sim de qualidade e o problema não é só nos bairros mais afastados, no Centro isso também acontece.”
Marina Marília Xavier de Oliveira, 21 anos, auxiliar de escritório, moradora da Boa Sorte



“Onde moro tem vários orelhões, mas nenhum funciona. Não adianta ter muitos e estar todos sem funcionamento. O certo é aliar quantidade e qualidade no serviço, o que não acontece.”
Luiz Carlos Guimarães, 36 anos, professor, residente no bairro Saudade



“No meu bairro tem dois orelhões e só um está funcionando. Quando os dois estão quebrados, temos que andar até encontrar algum e muitas vezes só conseguimos ligar nos telefones da Praça da Matriz, que também vivem com problemas.”
Tatiana Regina, 30 anos, vendedora, moradora do bairro Verbo Divino


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