RESENDE - Uma reunião ontem, à tarde, na câmara, entre os vereadores, a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Fraternidade e representantes da educação discutiu o projeto de lei do novo Plano de Carreira do funcionalismo. Os profissionais de educação são contrários ao projeto. Isso foi confirmado ao final de duas assembléias realizadas para discutir o assunto.
De acordo com o coordenador geral do Sindicato Estadual dos profissionais de Educação (Sepe), Adriano José dos Santos, o projeto, se aprovado, significará um grande atraso e a perda de direitos conquistados pelos profissionas. “Um plano de carreira deve ser simples e objetivo para que não possibilite diferentes interpretações, que não seja burocrático, garantindo a valorização profissional através da ascensão na carreira, independentemente da boa vontade do governante”, diz Santos, afirmando que o projeto de lei não assegura essas garantias.
Um dos pontos de forte resistência da categoria é sobre os critérios de avaliação dos professores. “Condiciona a progressão a avaliações subjetivas, feitas por comissões que serão escolhidas "a dedo", onde não estará assegurada a imparcialidade de quem avalia nem mesmo a regularidade das avaliações”, explica Santos.
Uma nova reunião foi marcada para próxima semana, para novos debates do projeto. “A câmara se colocou a par da situação, como é sua obrigação. Estaremos intermediando as discussões e tenho certeza que chegaremos a comum acordo”, diz o presidente do Legislativo, Joaquim Romério. |