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Atendimento em posto é questionado
FALTA de médicos e de infra-estrutura geram reclamações

Foto: Divulgação

BARRA MANSA - Ontem, pela manhã, um protesto organizado pela comunidade e pelo presidente da Associação de Moradores do Bairro Piteiras, Zélio Resende Barbosa, promoveu em frente ao único posto de saúde do local um movimento contra as más condições de atendimento e a falta de médicos especialistas na unidade. Cartazes com frases de protesto foram pregados pelos moradores na entrada do posto de saúde.

Segundo Zélio, as reclamações em relação ao posto têm sido constantes entre a população. Ele afirma que todos estão insatisfeitos com os serviços prestados pela unidade e que uma promessa feita pelo prefeito em reunião com os moradores em 2005 não foi cumprida. “Ele prometeu em público que o bairro teria um novo posto de saúde até o final de 2005, mas até agora, nada”, diz. 

Falta de pediatra
A dona-de-casa Vera Lúcia de Almeida, 36 anos, conta que uma das dificuldades enfrentadas pela comunidade é em relação à falta de pediatras há mais de um mês. “Queremos saúde para nossos filhos”, argumenta, ressaltando que quando as mães chegam com crianças no local os funcionários dizem que devem procurar uma unidade que tenha pediatra.

Outro problema é levantado pela dona-de-casa Marinete da Silva Corrêa, 32 anos. Ela afirma que já precisou de atendimento e ao chegar à unidade as portas estavam fechadas. “Com minha vizinha também já aconteceu isso. Disseram a ela que estavam em reunião”, diz, acrescentando que a infra-estrutura do local também não agrada aos pacientes. “O chão é sujo, o bebedouro não funciona e o banheiro está quebrado”, completa.

Respostas
A Secretaria de Saúde informou que o local que vai abrigar provisoriamente o PSF do bairro está em reforma, que deve ser concluída em 30 dias. A prefeitura afirmou que adquiriu o terreno que abrigará uma nova unidade.

Quanto à falta de pediatra, a secretaria declarou que os PSFs trabalham com um clínico geral que atende desde crianças a idosos, conforme preconização do Ministério da Saúde. Informou que o antigo médico foi demitido no mês passado pelas reclamações citadas e a nova médica que atende no local, além de clínica geral, é pediatra.

A reclamação quanto ao posto estar fechado foi esclarecida pela secretaria que declarou que as unidades de saúde fecham sexta-feira à tarde
para avaliarem os serviços da semana e planejar futuras ações, como as visitas domiciliares a pacientes acamados. Quanto à infra-estrutura, a secretaria revelou que uma funcionária de serviços gerais está em processo de contratação e iniciará os trabalhos em breve.

Denúncia contra enfermeira
A dona-de-casa Neuza Rosa, 37 anos, conta que uma enfermeira realiza exames ginecológicos nas mulheres do bairro Piteiras, já que não há um ginecologista na unidade. “O problema não é só no posto do Piteiras. Fui encaminhada ao Cremeb para fazer um exame hormonal e quando cheguei lá para marcar uma data eles disseram que estava suspenso por tempo indeterminado”, conta.

Outra questão abordada pelos moradores é o fato de a enfermeira, identificada como Edilene, não prestar atendimento adequado tanto aos pacientes quanto a outros funcionários que fazem parte da equipe do posto de saúde. “Um dia ela chamou um funcionário de burro na frente das pessoas que aguardavam atendimento e além disso trata mal os pacientes”, conta a dona-de-casa Bianca Ipólito, 28 anos.

Ela acrescenta que dias atrás a enfermeira gritou e chutou caixas de papelão dentro da unidade de saúde, pois se incomodou com as crianças do Colégio Municipal Presidente Tancredo Neves que precisam passar pelo mesmo portão de entrada do posto para chegarem à escola.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que as enfermeiras realizam
procedimentos ginecológicos, pois elas estão autorizadas por lei e pelo Ministério da Saúde.

Quanto ao exame hormonal, a secretaria informou que o serviço está sendo licitado e declarou também que vai apurar as denúncias contra a funcionária citada e depois de averiguadas tomará as providências necessárias.


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